A literatura, a liberdade e a humanização do homem

  • Thiago Henrique de Camargo Abrahão Universidade Estadual Paulista (Unesp)
  • Ulisses Infante Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Em virtude da diminuição paulatina do senso histórico dos homens — consciências por isso passíveis, diante da realidade social, a viverem em meio a valores fragmentados que não permitem uma compreensão mais completa e profunda de sua situação no mundo —, haveria, segundo Jean-Paul Sartre, uma função para a literatura, a saber, ser um meio para estimular a percepção da liberdade e da responsabilidade do homem, evidenciando, com isso, o papel humanizador da arte literária, fundada sobre o alicerce de um pensamento filosófico (o existencialismo) que se quer um humanismo. A partir do pensamento sartriano, veremos que as ideias do crítico literário brasileiro Antonio Candido sobre o papel da literatura convergem para os mesmos propósitos, de modo que, de nossa parte, sublinharemos a importância das afirmações teóricas dos dois estudiosos para debatermos a atualidade.

Referências

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Publicado
2017-07-23
Como Citar
ABRAHÃO, Thiago Henrique de Camargo; INFANTE, Ulisses. A literatura, a liberdade e a humanização do homem. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S.l.], n. 25, p. 5-20, jul. 2017. ISSN 2183-816X. Disponível em: <http://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/366>. Acesso em: 22 out. 2017. doi: https://doi.org/10.24261/2183-816x2501.
Seção
Artigos