Em nome do pai: ventriloquismo e subalternidade em Até que as pedras se tornem mais leves que a água, de António Lobo Antunes
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Palavras-chave

literatura portuguesa
António Lobo Antunes
narrador
patrimônio

Como Citar

ANGELINI, P. R. K. Em nome do pai: ventriloquismo e subalternidade em Até que as pedras se tornem mais leves que a água, de António Lobo Antunes. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 29, p. 95–112, 2019. DOI: 10.24261/2183-816x0629. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/472. Acesso em: 25 abr. 2024.

Resumo

A guerra é um tema recorrente na obra de António Lobo Antunes, especialmente em boa parte de seus primeiros romances. Com Até que as pedras se tornem mais leves que a água, seu mais recente trabalho, o autor revisita a África ao trazer dois sobreviventes (ou serão duas vítimas?) de uma guerra. O enevoado da narrativa recupera, predominantemente a partir de dois pontos de vista, mais do que o combate em Angola, os conflitos de um soldado e um menino arrancado de África. Pai e filho compõem uma simbiose dissonante, porque carregada de vínculos opostamente construídos. A estrutura narrativa obedece a um jogo de poder, e entre vozes, incorporações de vozes outras e amordaçamentos, sintetiza um mundo diegético no qual esse filho que sempre falou como o pai pretende, por fim, negar seu patrimônio e silenciá-lo. Para a articulação teórica, utilizo autores como Gérard Genette, Brian Richardson, Gayatri Spivak, Roberto Vecchi, Margarida Calafate Ribeiro, entre outros.

https://doi.org/10.24261/2183-816x0629
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Copyright (c) 2019 Paulo Ricardo Kralik Angelini