Ficção versus realidade: o não dito e o não visto em Branco sai, preto fica

  • Anderson de Figueiredo Matias
Palavras-chave: cinema de periferia, espaço urbano, ética hacker, Adirley Queirós, Branco sai preto fica

Resumo

Este artigo analisa de que maneira o filme Branco sai, preto fica (2015), do diretor ceilandense Adirley Queirós, utiliza procedimentos narrativos e audiovisuais para estabelecer uma relação crítica com a realidade, afirmando uma dimensão política capaz de contar fatos ignorados pela história, contribuindo para romper estruturas de poder que mantêm silenciado o subalterno e apresentando novas perspectivas na representação dos habitantes e do espaço da periferia. Para tanto, será utilizado o conceito de ética hacker, formulado por Mckenzie Wark, em A hacker manifesto (2004) e as reflexões apresentadas por André Gaudreault e François Jost em A narrativa cinematográfica (2009) e por Ella Shohat e Robert Stam, em Crítica da imagem eurocêntrica (2006).

Referências

Branco sai, preto fica. Direção e produção de Adirley Queirós. Brasil, 2015. DVD (90 min.).

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Zizek, Slavoj. Sobre la violencia: seis reflexiones marginales. Tradução de Antonio José Antón Fernandez. Barcelona: Paidós, 2009.

Publicado
2019-05-10
Como Citar
MATIAS, A. DE F. Ficção versus realidade: o não dito e o não visto em Branco sai, preto fica. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, n. 29, p. 196–211, 10 maio 2019.
Seção
Artigos