O Mecanismo Educacional nos romances A Cidade e os cachorros de Mario Vargas Llosa, Manhã submersa de Vergílio Ferreira e O Ateneu de Raul Pompéia
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Palavras-chave

Raul Pompéia
Vergílio Ferreira
Vargas Llosa
educação
internato
instituição total
disciplina
panoptismo
repressão

Como Citar

SANTANA, A. C. R. de; GAGLIARDI, C. O Mecanismo Educacional nos romances A Cidade e os cachorros de Mario Vargas Llosa, Manhã submersa de Vergílio Ferreira e O Ateneu de Raul Pompéia. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 32, p. 147–164, 2021. DOI: 10.24261/2183-816x1132. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/540. Acesso em: 25 abr. 2024.

Resumo

Este artigo pretende analisar o mecanismo educacional implementado pelos internatos escolares de três romances – A Cidade e os cachorros (1963) de Mario Vargas Llosa, Manhã submersa (1954) de Vergílio Ferreira e O Ateneu (1888) de Raul Pompéia. O objetivo é examinar como as particularidades dos coercitivos métodos adotados pelos dirigentes dessas instituições podem ser tomadas como variações de um mesmo sistema de controle disciplinar, o qual, utilizando a medida da vigilância panóptica, uma rotina de exercícios repetitivos e exaustivos e leis próprias de premiação e punição, visa moldar o comportamento do interno, induzindo-o a um tal estado de alienação que aplaque a sua capacidade de diferenciação e de contestação. Prevê-se ainda explorar, mais especificamente, as implicações da postura autoritária e arbitrária dos educadores desses romances para a formação integral dos alunos protagonistas, uma vez que a prioridade parece ser a de assegurar a imagem do colégio e seus próprios interesses.

https://doi.org/10.24261/2183-816x1132
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Copyright (c) 2021 Ana Carolina Rhormens de Santana, Caio Gagliardi