A boneca de Kokoschka e o direito a narrar-se de novo: o papel dos enredos de fé, amor e arte na reconstrução da identidade pós-trauma

  • Francilene Maria Ribeiro Alves Cechinel UFSC
Palavras-chave: narrativas, trauma, Holocausto, Afonso Cruz

Resumo

Norteado pelo ensaio A espécie fabuladora (2010), de Nancy Huston, o presente artigo propõe a discussão da obra A boneca de Kokoschka (2010), do escritor português Afonso Cruz, a partir de seus enredos de fé, amor e arte, destacando o papel dessas narrativas no delicado processo de sobreviver e reconstruir-se após os traumas da experiência de guerra.

Referências

Bauman, Z. Modernidade e holocausto. Tradução de Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

Cruz, Afonso. A boneca de Kokoschka. 2 ed. Lisboa: Quetzal, 2012.

Gagnebin, J. M. Lembrar escrever esquecer. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009.

Huston, Nancy. A espécie fabuladora: um breve estudo sobre a humanidade. Porto Alegre: L&PM, 2010.

Seligmann-Silva, M. O local da diferença: ensaios sobre memória, arte, literatura e tradução. São Paulo: Editora 34, 2005.

Seligmann-Silva, M. (org). História, memória, literatura: o testemunho na era das catástrofes. São Paulo: Unicamp, 2003.

Publicado
2021-02-26
Como Citar
RIBEIRO ALVES CECHINEL, F. A boneca de Kokoschka e o direito a narrar-se de novo: o papel dos enredos de fé, amor e arte na reconstrução da identidade pós-trauma. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, n. 32, p. 57-68, 26 fev. 2021.