Cronotopo e realidade objetiva em Os ratos, de Dyonélio Machado
Colagem analógica de Gisele Gemmi Chiari
pdf

Palavras-chave

Dyonélio Machado
Mikhail Bakhtin
cronotopo
alienação e consciência
romance brasileiro

Como Citar

BORGES, L. P. L. Cronotopo e realidade objetiva em Os ratos, de Dyonélio Machado. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 39, p. 180–195, 2023. DOI: 10.24261/2183-816x1239. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/718. Acesso em: 17 jul. 2024.

Resumo

Tendo como base conceitual o caráter histórico e social do cronotopo bakhtiniano, categoria artístico-literária que confirma a presença de realidade na obra, o presente artigo propõe uma análise materialista e dialética do romance Os ratos (1935), de Dyonélio Machado (1895-1985). O artigo apoia-se, também, na teoria marxista que trata do par dialético alienação e consciência, na busca de se compreender o comportamento do personagem Naziazeno frente às pressões econômicas e sociais do capitalismo, compreendendo que o tempo e o espaço, artisticamente configurados, determinam o seu comportamento, emprestando a ele não apenas as marcas externas de sua época, mas todo um complexo de atitudes que definem as relações sociais a que está subordinado.

https://doi.org/10.24261/2183-816x1239
pdf

Referências

AMORIM, Marília. Cronotopo e exotopia. In: BRAIT, Beth (Org.). Bakhtin: outros conceitos-chave. São Paulo: Contexto, 2008. p. 95-114.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes: 2010.

BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e estética: a teoria do romance. 6. ed. Tradução de Aurora Fornoni Bernardini et al. São Paulo: Hucitec, 2010a.

BAKHTIN, Mikhail. Teoria do romance II: as formas do tempo e do cronotopo. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Ed. 34, 2018.

BEMONG, Nele; BORGHART, Pieter. A teoria bakhtiniana do cronotopo literário: reflexões, aplicações, perspectivas. In: BEMONG, Nele; BORGHART, Pieter; DOBBELEER, Monchel; DEMOEN, Kristoffel; TEMMERMAN, Koen de; KEUNEN, Bart (org.). Bakhtin e o cronotopo: reflexões, aplicações, perspectivas. Tradução de Ozíris Borges Filho et al. São Paulo: Parábola, 2015. p. 16-32.

BUENO, Luís. Uma história do romance de 30. São Paulo: Edusp; Campinas: Ed. Unicamp, 2006.

DAMATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1990.

GOLDMANN, Lucien. Dialética e cultura. Tradução de Luiz Fernando Cardoso; Carlos Nelson Coutinho e Giseh Vianna Konder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.

GOMES, Dias. Os heróis vencidos. Rio de Janeiro: Bertrand, 1989. (Coleção Dias Gomes, v. 1)

KONDER, Leandro. Marxismo e alienação: contribuição para um estudo do conceito marxista de alienação. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2009.

KRAPÍVINE, V. Que é o materialismo dialéctico. Tradução de G. Mélnikov. Moscou: Progresso, 1986

LUKÁCS, György. Marxismo e teoria da literatura. 2. ed. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

MACHADO, Dyonélio. Os ratos. 22. ed. São Paulo: Ática, 2000.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã (I – Feuerbach). Tradução de José Carlos Bruni e Marco Aurélio Nogueira. 2. ed. São Paulo: Ciências Humanas, 1979.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Sobre literatura e arte. Tradução de Olinto Beckerman.São Paulo: Global, 1979a.

MORSON, Gary Saul; EMERSON, Caryl. Mikhail Bakhtin: criação de uma prosaística. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Edusp, 2008.

SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2023 Luiz Paixão Lima Borges