Guimarães Rosa ou o homem intuitivo nietzschiano
Colagem analógica de Gisele Gemmi Chiari
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Palavras-chave

Guimarães Rosa
homem intuitivo
Grande sertão: veredas
Nietzsche

Como Citar

BERETTA, L. Guimarães Rosa ou o homem intuitivo nietzschiano. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 39, p. 169–179, 2023. DOI: 10.24261/2183-816x1139. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/781. Acesso em: 14 jun. 2024.

Resumo

Considerando a imensa capacidade de criação linguística observada nas obras rosianas e os estudos publicados desde a década de 1950 sobre os aspectos formais do texto, percorri, no presente estudo, alguns neologismos cunhados por Guimarães Rosa (1956) em Grande sertão: veredas à luz do ensaio “Verdade e mentira no sentido extra-moral” (1873), de Nietzsche. Assim, pretendi observar a construção e, sobretudo, a função do universo linguístico erigido no romance. Quero dizer: o que vale a palavra na obra de Guimarães Rosa? Qual é o valor da verdade enquanto conceito? A palavra rosiana confina um valor? E se confina, o que os neologismos pretendem confinar?

https://doi.org/10.24261/2183-816x1139
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