O romance histórico de Eliane Alves Cruz: necropoder, violência, colonialidade do corpo e doenças infecciosas
Capa Veredas 37
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Palavras-chave

romance histórico
necropoder
violência
colonialidade do corpo
doenças infecciosas

Como Citar

CONCEIÇÃO, F. W. B. da; PAULINO, R. C. O romance histórico de Eliane Alves Cruz: necropoder, violência, colonialidade do corpo e doenças infecciosas. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 37, p. 51–65, 2022. DOI: 10.24261/2183-816x0437. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/833. Acesso em: 3 mar. 2024.

Resumo

Neste artigo, pretendemos analisar as representações do necropoder, da violência, da colonialidade do corpo e das doenças infecciosas (como a cólera, a febre amarela, a varíola e o maculo), recorrentes no processo da escravização dos negros. Investigaremos tais pontos temáticos a partir dos romances históricos: Água de barrela (2018), Crime do cais do Valongo (2018a) e Nada digo de ti, que em ti não Veja (2020) da escritora Eliana Alves Cruz. Sendo assim, partindo das discussões sobre as variadas formas de colonialidade, violência e barbárie evidenciadas em teóricos como Agamben (2002), Bento (2018), Césaire (2020), Dalcastagnè (2008), Lugones (2019), entre outros, observaremos os modos pelos quais o capitalismo, a colonização europeia e a escravidão moderna, utilizando-se da necropolítica, encaminham os corpos subalternizados à morte através da normatização e da regulação, ao negar-lhes condições básicas de existência, como alimentação, higiene, trabalho digno, atenção à saúde e descanso. Ao fim da pesquisa, constatamos que os três romances problematizam e denunciam a ferida colonial que a escravidão imprimiu aos negros, colocando-os em situações desumanas tanto de deslocamento, quanto nos ambientes de exploração.

https://doi.org/10.24261/2183-816x0437
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Copyright (c) 2022 Francis Williams Brito da Conceição, Renan Cabral Paulino