Ancestralidade e autoestima em Maréia, de Miriam Alves
Colagem analógica de Gisele Gemmi Chiari
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Palavras-chave

Maréia
autoria negra feminina
ancestralidade
autoestima

Como Citar

SANTOS, L. L. de S. e; SOUZA, E. F. de. Ancestralidade e autoestima em Maréia, de Miriam Alves. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 39, p. 207–217, 2023. DOI: 10.24261/2183-816x1439. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/875. Acesso em: 27 maio. 2024.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo refletir sobre ancestralidade e como, a partir desta, deriva-se a autoestima quando são criadas imagens positivas acerca da negritude, no romance Maréia, de Miriam Alves, publicado em 2019. Analisa, também, a Autodefinição e a Autoavaliação (Collins, 2019) de Maréia, personagem homônima. Por meio da obra, é possível exaltar nossos ancestrais negros. Para tanto, o estudo está apoiado nas teorias de Collins (2016, 2019), Mongim (2017), Maldonado-Torres (2018), Woodson (2021), Carneiro (2005), Oliveira (2009), Ribeiro (2020), dentre outros. Os estudos tendem ao entendimento de que Maréia está sempre buscando, em seus ancestrais, a força para criar seus caminhos. Portanto, ela subverte a lógica colonial que invisibilizou os saberes provenientes da diáspora negra.

https://doi.org/10.24261/2183-816x1439
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