https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feedVeredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas2026-05-22T14:16:53+00:00Revista Veredaseditor@revistaveredas.orgOpen Journal Systems<h2><sub>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</sub></h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa. </p> </div> </div>https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1098Apresentação Dossiê: Memórias entrelaçadas: reflexões sobre memória e identidade na literatura lusófona2026-05-21T21:54:22+00:00Susana L. M. Antunessunes.antunes@gmail.comMaria da Conceição Oliveira Guimarãesmcoguimaraes@gmail.com<p>Há um fio que cose o tempo. Não o fio cronológico dos calendários, mas um “fio de linho da palavra”, para citar a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, e também de sangue e de esquecimento, que as literaturas de língua portuguesa não se cansam de fiar e desfiar, como uma Penélope coletiva que tece, à noite, o sudário dos impérios e desmancha, ao amanhecer, a ilusão de uma identidade una. É desse fio que se ocupa este número, cujo título — “Memórias entrelaçadas: reflexões sobre memória e identidade na literatura lusófona” — já é um mapa do labirinto que nos convida a percorrê-lo.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Susana L. M. Antunes, Maria da Conceição Oliveira Guimarãeshttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1099Expediente2026-05-21T22:00:15+00:00Editor Veredas AILeditor@revistaveredas.org2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Editor Veredas AILhttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1048A Revolução dos Cravos revisitada em Os memoráveis, de Lídia Jorge2026-05-22T14:16:47+00:00José Fornosjlgf@vetorial.net<p>O presente ensaio examina o romance <em>Os memoráveis</em>, de Lídia Jorge (2014), enfatizando, no decorrer da diegese, os testemunhos das personagens referentes a um acontecimento central na vida nacional portuguesa: a Revolução dos Cravos. O propósito do texto é considerar tais depoimentos como fontes significativas para uma reflexão das relações entre memória, história e esquecimento, tal como expõe Paul Ricoeur em seu estudo acerca de tais categorias. Nessa perspectiva, as passagens extraídas do romance alcançam uma qualidade exemplar no questionamento acerca do resgate do passado, pois expressam a complexidade e os riscos em torno dos usos e abusos da memória.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 José Fornoshttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1065Teatro e contra-memória: identidade e resistência no arquivo censório do Estado Novo2026-05-22T14:16:35+00:00Marta Ribeiro Figueiredomartribe@ucm.es<p>O artigo analisa o teatro português censurado nos anos finais do Estado Novo (1973-1974), centrando-se na relação entre memória e identidade. A partir dos contributos de Maurice Halbwachs sobre os “quadros sociais da memória” e de Aleida Assmann sobre a memória cultural, defende que a censura teatral ajudava a definir aquilo que podia ser lembrado e partilhado no espaço público. A identidade nacional surge, portanto, não como uma realidade fixa, mas como uma construção atravessada por narrativas em conflito e por formas de controlo do discurso. O estudo cruza a leitura de processos censórios conservados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e no Museu Nacional do Teatro e da Dança com a análise de duas peças, <em>Lisboa 72</em> e <em>Na Barca com Mestre Gil</em>. Mostra, por fim, como estes textos trazem ao palco memórias incómodas da guerra colonial, da desigualdade social e da hierarquia entre centro e periferia, pondo em causa o modelo identitário homogéneo promovido pelo regime e reabrindo as narrativas sobre o passado ditatorial.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Marta Ribeirohttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1060Perspectiva afro-fabulada, inscrição da memória pós-colonial2026-05-22T14:16:37+00:00Jeferson Rodrigues dos Santosjr.triangular@gmail.com<p>Este artigo analisa <em>Sua Excelência, de Corpo Presente</em>, de Pepetela (2020), focando em como memória e identidade são construídas. A partir da condição liminar do narrador-ditador (“Estou morto”), propõe-se o conceito de “perspectiva afro-fabulada” como o método narrativo que dá voz à sua identidade cindida. Argumenta-se que essa fratura revela o “narrador pós-colonial-colonial”: um sujeito que, embora produto da independência, reproduz as lógicas de poder coloniais. A análise estrutura-se a partir das condições de enunciação (o “espaço-encruzilhado” e o “tempo espiralar”) e da “subjetividade criadora” (a fabulação). Demonstra-se como essa fabulação expõe as duas faces do narrador, o “Eu Pós-colonial” (crítico) e o “Eu Colonial” (autoritário), e funciona como uma “política da memória” para disputar o legado pós-colonial.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Jeferson Rodrigues dos Santoshttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1084“Pourtougal”, pátria imaginada: pós-memória e reconstrução identitária na diáspora portuguesa na obra de Michael Gouveia2026-05-22T14:16:28+00:00Susana Pimentasusanapimenta7@gmail.com<p>O presente estudo analisa a construção identitária de um sujeito lusodescendente em <em>O Herdeiro</em> (2025), de Michael Gouveia, explorando como a memória familiar, os rituais culturais e os espaços do quotidiano moldam uma pátria imaginada na diáspora portuguesa. Inserido nos cruzamentos entre estudos da diáspora e Estudos de Memória, o trabalho recorre aos conceitos de “pós-memória” (Hirsch), “ficções da memória” (Nünning) e “lugares de memória” (Nora) para compreender a transmissão intergeracional da herança cultural. A análise evidencia que a identidade do protagonista se estrutura em torno de lugares como a casa familiar, a padaria portuguesa, a igreja, a escola e os espaços laborais, que funcionam como suportes simbólicos da portugalidade. Simultaneamente, revela-se o peso moral de honrar os sacrifícios da primeira geração, frequentemente associado a sentimentos de impostura. O conceito ficcional de “Pourtougal” simboliza a pátria intersticial construída entre memória, imaginação e hibridez linguística, demonstrando que a identidade lusodescendente resulta de uma negociação contínua entre herança cultural e experiência contemporânea.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Susana Pimentahttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1057Memória e identidade em Metade cara, metade máscara, de Eliane Potiguara2026-05-22T14:16:44+00:00Claudia Luiza Caimiclaudialuizacaimi@yahoo.com.br<p>O presente artigo propõe uma análise da obra <em>Metade cara, metade máscara</em> (2018), de Eliane Potiguara, partindo da indagação de Gabriela Nouzeilles (2011) sobre “os restos moribundos do político” em sociedades marcadas pela violência e negligência do Estado. Buscamos compreender como a literatura de Potiguara articula memória, identidade e resistência, com ênfase na experiência feminina indígena. A pesquisa se ancora em perspectivas teóricas de Benjamin (1994), Quijano (2005), Lugones (2020), entre outros, articulando literatura, história e política. Conclui-se que a obra realiza um trabalho de resgate da memória coletiva indígena, utilizando história e ficção, reafirma a identidade das mulheres indígenas a partir da reconexão com a ancestralidade e propõe uma utopia de justiça social inclusiva.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Claudia Luiza Caimihttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1058Macau e a China na poesia de Fernanda Dias: memórias enre(n)dadas2026-05-22T14:16:43+00:00Raquel Abi-Sâmararaquelabisamara@um.edu.moChen Keyiyc47729@connect.um.edu.mo<p>Este estudo investiga o entrelaçamento singular de memórias de Macau e da cultura clássica chinesa na obra poética de Fernanda Dias. Tendo vivido em Macau entre 1986 e 2005, período de intensas transformações políticas, administrativas e econômicas, a poeta registra o apagamento gradual de heranças culturais diante da modernização acelerada da cidade. Em resposta, sua poesia volta-se para a profundidade da cultura antiga chinesa e de seus clássicos, mobilizando modalidades de memória – inventadas, escutadas, colecionadas e reavivadas – que articulam dimensões individuais, culturais e coletivas. Essas memórias vão da criação de um amante chinês à releitura e renovação de textos canônicos, como o <em>Yi </em><em>Jing</em> (<em>Livro das Mutações</em>) e o <em>Àomén Jìlüè</em> (<em>Monografia de Macau</em>). A análise culmina em uma leitura detalhada de um poema fundamental para a historiografia sino-macaense: “Guo Lingdingyang”, de Wen Tianxiang (1236-1283), cuja evocação ilumina o diálogo entre memória histórica e memória poética na criação de Dias.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Raquel Abi-Sâmara, Chen Keyihttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1050O passado em construção: a memória como matéria literária em Bambino a Roma, de Chico Buarque2026-05-22T14:16:46+00:00Mayara de Andrade Calquimayaracalqui@gmail.com<p>Ancorado em aportes teóricos dos estudos sobre a memória, o artigo examina o modo como o tema se manifesta no campo literário, tomando como objeto de análise o romance <em>Bambino a Roma</em> (2024), de Chico Buarque. O estudo, sustentado também por referenciais da psicanálise, destaca como a narrativa, permeada por lembranças sensoriais e afetivas, articula dimensões individuais, históricas e culturais da experiência. Com base em conceitos freudianos acerca das memórias e em diálogo com autores como Halbwachs, Ricoeur e Bosi, observa-se como o texto literário se constitui como espaço de (re)criação de lembranças e de problematização das formas de lembrar e esquecer. A leitura propõe que, ao revisitar o passado, o narrador evidencia o caráter ficcional da memória e o potencial expressivo da escrita como forma de elaboração subjetiva e histórica.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Mayara de Andrade Calquihttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1055Da identidade diaspórica em Orlanda Amarílis: música e dança entre “lá” e “cá”2026-05-22T14:16:45+00:00Wen Yangup202300292@edu.letras.up.ptAna Paula Coutinhoanapcoutinho1@gmail.com<p>O artigo propõe-se a demonstrar que práticas musicais e coreográficas operam como dispositivos de memória cultural e vetores de (re)construção identitária na diáspora cabo-verdiana, a partir dos contos “Rodrigo” e “Thonon-les-Bains”, de Orlanda Amarílis. Recorrendo a estudos sobre diáspora, memória e identidade, argumenta-se que elementos culturais cabo-verdianos constituem figuras de memória que, ao serem performatizadas em contextos diaspóricos, reatualizam e complexificam a identidade cabo-verdiana tornando-a híbrida e transnacional. Em “Rodrigo”, tais práticas consolidam vínculos comunitários e expõem fissuras internas do protagonista homónimo entre a memória da terra natal e a vida local; em “Thonon-les-Bains”, a afirmação corporal da diferença por parte de Piedade desencadeia violência e torna visíveis tensões de pertença na experiência diaspórica cabo-verdiana. Conclui-se que Amarílis encena uma identidade diaspórica em permanente negociação, moldada pela circulação, inscrição e conflito da memória cultural.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Wen Yang, Ana Paula Coutinho Mendeshttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/989Mia Couto: os sonhos de Kindzu, em Terra Sonâmbula2026-05-22T14:16:51+00:00Jose Paulo Pereirajplmcpereira@gmail.com<p>O fio orientador da nossa leitura foi, não só o de compreender a natureza do <em>sonho</em> e da <em>viagem</em> na obra de Mia Couto, mas também o de observar o seu lugar, na história da personagem Kindzu que é, também, autor ficcional em <em>Terra Sonâmbula</em>. Baseados na sua autodefinição como um <em>escritor de sonhos</em>, procurámos estabelecer a ligação, – graças às intermediações de Freud, em <em>L'Interprétation du rêve</em> e de Jacques Derrida, em «Freud et la scène de l'écriture», de <em>L'écriture et la différence</em> – entre a conceção psicanalítica do sonho e a de Mia Couto, ao mesmo tempo que associámos o processo de temporalização do real que a viagem implica, com o rearranjo do psiquismo e a regeneração do sujeito imputados à função onírica, seguindo as distinções do psicanalista brasileiro Decio Gurfinkel e as do próprio Mia Couto, em cuja obra o <em>sonho</em> se cruza com a <em>escrita</em> e com a <em>viagem</em>. É o caso de <em>Terra Sonâmbula</em>.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Jose Paulo de Lemos e Melo Cruz Pereirahttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1063Entre a desesperança e a identidade: a poética do trauma e da resistência em Tony Tcheka2026-05-22T14:16:36+00:00Luis Carlos Alves de Meloluiiscam@outlook.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira a poesia de Tony Tcheka, especialmente em <em>Desesperança no Chão de Medo e Dor</em> (2015), representa a identidade guineense por meio da memória dos conflitos políticos recentes. A metodologia se baseia em análise textual qualitativa, com leitura crítica do <em>corpus</em> e articulação com referenciais teóricos sobre identidade, linguagem e testemunho. O estudo dialoga com Stuart Hall, Zygmunt Bauman, Seligmann-Silva, Moema Augel e Campato Jr., cujas contribuições permitem compreender a relação entre memória, trauma e construção identitária. Ao final, conclui-se que a poesia de Tcheka transforma vivências de dor, medo e instabilidade em narrativa de resistência, reafirmando a guineendade como memória coletiva e força política.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Luis Carlos Alves de Melohttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/956Diálogo entre Fanon e Krenak2026-05-22T14:16:53+00:00Selma Capinanselmacapinan@gmail.com<p>O presente artigo propõe um diálogo entre Frantz Fanon, a partir das obras <em>Os condenados da terra</em> e <em>Pele </em><em>negra, máscaras brancas</em>, e Ailton Krenak, por meio de <em>Ideias para adiar o fim do mundo</em>, com o objetivo de analisar o conceito de humanidade em ambos os autores. Argumenta-se que a colonização produz não apenas uma desumanização material, mas também psicológica, marcada pela internalização do racismo e pela corrosão da identidade do sujeito colonizado. Embora situados em contextos distintos, Fanon e Krenak compartilham uma crítica aos sistemas coloniais e capitalistas, compreendidos como estruturas que instauram um regime ontológico baseado na hierarquização das vidas, na racialização dos corpos e na legitimação da exclusão. Fanon defende a violência revolucionária como meio de restauração da humanidade dos povos oprimidos, enquanto Krenak questiona a noção hegemônica de humanidade imposta pela modernidade ocidental, propondo uma cosmovisão na qual a vida humana se encontra intrinsecamente ligada ao meio ambiente. O estudo dialoga com autores como Achille Mbembe e György Lukács, entre outros, e conclui que ambos contribuem para a reconstrução da humanidade, a partir da reconciliação com as identidades e de novas formas de relação com o mundo.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Selma Capinanhttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1046Mila em três fases: a construção de uma identidade cultural sob contexto diaspórico em Esse cabelo, de Djaimilia Pereira de Almeida2026-05-22T14:16:49+00:00Victor Rafael Aguiarvictorrafontenele@aluno.uespi.brDaniel Castello Branco Ciarlinidanielciarlini@phb.uespi.brJuliana Vieira Bragajulianavieirab@aluno.uespi.br<p>O presente artigo analisa o processo identitário de Mila, protagonista do romance autoficcional <em>Esse cabelo</em>, da escritora angolana Djaimilia Pereira de Almeida. Adotou-se, como principal metodologia, o estudo bibliográfico, fundamentado em autores da literatura pós-colonial e dos estudos socioculturais, como Bhabha (1998), Hall (1998; 2006) e Bonnici (2012), que embasaram a análise dos efeitos da diáspora africana e do hibridismo cultural na personagem. Observou-se que Mila, ao migrar de Angola para Portugal ainda na infância, atravessou três fases formativas marcadas por conflitos identitários relacionados à diáspora, ao não pertencimento e ao racismo. Concluiu-se que a narradora-personagem descreveu, por meio da escrita literária, um processo de autoconhecimento que culminou na formação de uma identidade transcultural. Assim, o artigo evidencia como a obra de Almeida articula experiência pessoal e memória coletiva na representação da mulher negra diaspórica.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Victor Rafael Aguiar Fontenele, Daniel Castello Branco Ciarlini, Juliana Vieira Bragahttps://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1042Paisagens aquáticas sob ameaça: um estudo comparativo sobre preocupações ambientais em poemas selecionados de Mario Petrucci e Margaret Atwood2026-05-22T14:16:50+00:00A. Pavithra profdrpavithra@gmail.comV. Subathra Devisubathradevi_eng@tcarts.in<p>A água tem sido, ao longo do tempo, celebrada por poetas de todas as épocas na literatura. Sir C. V. Raman, de forma afetuosa, denominou-a o “elixir da vida”. No entanto, com o passar do tempo, os Estudos Ecológicos passaram a submeter a água a um escrutínio acadêmico. Este artigo centra-se no extraordinário poder destrutivo das paisagens aquáticas durante catástrofes inesperadas. O termo “paisagens aquáticas” abrange todas as fontes de corpos hídricos, como mares, rios, lagos, zonas úmidas, oceanos e até mesmo lagoas. O trabalho aprofunda-se na água, concebendo-a como uma metáfora dinâmica, e investiga a conexão inevitável entre os seres humanos e esse elemento. Além disso, aborda questões como poluição, mudanças climáticas, padrões climáticos imprevisíveis, elevação do nível do mar e extinção de espécies, todas associadas às paisagens aquáticas. Mario Petrucci, poeta britânico nascido na Itália, e Margaret Atwood, uma poeta canadense multifacetada, demonstram profunda preocupação com o bem-estar ecológico do planeta; por essa razão, foram selecionados para análise alguns de seus poemas mais representativos. Os poemas de Petrucci — “Goluboy”, “Light”, “India” e “Pripyat” — e os de Atwood — “Frogless”, “Spring in the Igloo”, “Bear’s Lament” e “Vermilion Flycatcher, San Pedro River, Arizona” — exploram as ameaças enfrentadas pelos corpos d’água em diferentes regiões do mundo.</p>2026-05-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 A. Pavithra , V. Subathra Devi