https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2023-09-11T16:10:36+00:00 Revista Veredas editor@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2><sub>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</sub></h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa. </p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/919 Expediente 2023-09-10T12:19:05+00:00 Veredas AIL editor@revistaveredas.org 2023-09-11T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Veredas AIL https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/917 Sobre afetos e afetividades 2023-09-11T16:09:57+00:00 Vera Lúcia Cardoso Medeiros veramedeiros@unipampa.edu.br Frederico Garcia Fernandes fredma@uel.br <p>Apresentação dossiê: A literatura e seus afetos</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Vera Lúcia Cardoso Medeiros, Frederico Garcia Fernandes https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/912 Mia Couto: uma escrita na voz – aprendendo com a chuva... 2023-09-11T16:10:05+00:00 José Paulo Pereira jplmcpereira@gmail.com <p>A nossa leitura de <em>Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra</em>, da autoria de Mia Couto, tem o seu foco na conceção de <em>escrita</em> que, da singular correspondência entre as personagens do Avô Dito Mariano e Mariano, o neto que lhe herda o nome, se desprende. A nossa questão condutora refere-se, por um lado, à <em>dupla inscrição</em> de Dito Mariano, a respeito dessa escrita: simultaneamente por fora – sendo ele analfabeto... – e por dentro – mas num sentido que julgamos derrideano. As premissas da noção de escrita de Mia Couto, expostas em <em>E se Obama fosse africano?</em> são, por seu lado, compatíveis, com as posições de Jacques Derrida, contidas em livros como <em>Posições</em>, <em>De la grammatologie</em>, <em>Marges – de la philosphie</em> ou <em>Points de suspension</em> sobre uma certa <em>escrita na voz</em>, uma <em>arqui-escrita</em> que nos deve ajudar a reconsiderar a posição da oralidade, na sua diferença em relação à escrita corrente.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 José Paulo Pereira https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/827 Raízes do Pantanal: cultura e literatura tecidas por Augusto César Proença 2023-09-11T16:10:24+00:00 Eudes Fernando Leite eudesleite@ufgd.edu.br Alexandra Santos Pinheiro alexandrasantospinheiro@yahoo.com.br <p>Neste artigo, tomamos a obra <em>Raízes do Pantanal </em>(1989), de Augusto César Proença, como <em>corpus </em>de análise. Interessa compreender como a tessitura do texto literário recria a cultura, a geografia e as expectativas do homem/mulher pantaneiro. Para identificar o diálogo ininterrupto entre história e literatura presentes na obra de Proença, esta análise, de cunho metodológico bibliográfico, se vale dos estudos de Leite (2011); Schama (1996); Derrida (2002); Finocchio (1998); dentre outras referências que nos auxiliam a ressignificar o Pantanal retratado em <em>Raízes do Pantanal. </em>Demonstramos as relações intrínsecas entre o processo histórico e a escritura do autor.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Eudes Fernando Leite, Alexandra Santos Pinheiro https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/797 Msaho e a proposta de renovação da linguagem literária 2023-09-11T16:10:28+00:00 Lílian Paula Serra e Deus lilianedeus@gmail.com <p>Ao lançar o olhar sobre o movimento <em>Msaho</em>, que surge em Moçambique no ano de 1952, intenta-se demonstrar como a língua portuguesa, entendida inicialmente como língua do colonizador, abarcou as tensões do período, assumindo-as no campo da literatura. Para além disso, objetiva-se demonstrar como os autores pertencentes a esse movimento literário, como, por exemplo, José Craveirinha, Noémia de Sousa e Virgílio de Lemos, fortaleceram o processo de africanização da língua portuguesa, permitindo que, na construção literária, pudessem ecoar as vozes de diferentes etnias e dos costumes celebrados por elas.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Lílian Paula Serra e Deus https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/791 Tatuagens complicadas do meu peito: Camilo Pessanha, um artífice do ideograma 2023-09-11T16:10:31+00:00 Camila Marchioro camila.marchioro@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo analisar algumas composições de <em>Clepsydra</em>, 1920, de Camilo Pessanha, e estabelecer uma comparação entre sua obra e a escrita chinesa. Portanto, atenta-se para a qualidade visual da poesia de Pessanha e para o modo como leu, traduziu e trouxe aspectos da poesia chinesa para os seus versos. Promove-se, ainda, um diálogo entre o poeta coimbrão e a tradição poética chinesa, recuperando alguns importantes nomes em diversas épocas. Mostra-se, ainda, como Camilo Pessanha foi pioneiro no uso de temas provenientes da poesia oriental em sua escrita, antecipando elementos do imagismo. Desse modo, o artigo revela Pessanha, ao lado de Ezra Pound, como um precursor da incorporação da estética do ideograma na literatura do Ocidente. Ainda, comenta-se sobre a atividade tradutora do poeta, que age pela hospitalidade da língua, conforme Derrida, e de forma <em>vampiresca</em> ao usar a diferença a seu favor e trazê-la como parte da sua prática artística. Por fim, objetiva-se mostrar como a aprendizagem e a tradução de ideogramas alimentaram a poética de Camilo Pessanha e constituem questão central tanto de sua ética quanto de sua estética.</p> <p> </p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Camila Marchioro https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/781 Guimarães Rosa ou o homem intuitivo nietzschiano 2023-09-11T16:10:34+00:00 Laysa Beretta laysaberetta@gmail.com <p>Considerando a imensa capacidade de criação linguística observada nas obras rosianas e os estudos publicados desde a década de 1950 sobre os aspectos formais do texto, percorri, no presente estudo, alguns neologismos cunhados por Guimarães Rosa (1956) em <em>Grande sertão: veredas</em> à luz do ensaio “Verdade e mentira no sentido extra-moral” (1873), de Nietzsche. Assim, pretendi observar a construção e, sobretudo, a função do universo linguístico erigido no romance. Quero dizer: o que vale a palavra na obra de Guimarães Rosa? Qual é o valor da verdade enquanto conceito? A palavra rosiana confina um valor? E se confina, o que os neologismos pretendem confinar?</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Laysa Beretta https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/718 Cronotopo e realidade objetiva em Os ratos, de Dyonélio Machado 2023-09-11T16:10:36+00:00 Luiz Paixão Lima Borges luizpaixaoteatro@gmail.com <p>Tendo como base conceitual o caráter histórico e social do cronotopo bakhtiniano, categoria artístico-literária que confirma a presença de realidade na obra, o presente artigo propõe uma análise materialista e dialética do romance <em>Os ratos </em>(1935), de Dyonélio Machado (1895-1985). O artigo apoia-se, também, na teoria marxista que trata do par dialético alienação e consciência, na busca de se compreender o comportamento do personagem Naziazeno frente às pressões econômicas e sociais do capitalismo, compreendendo que o tempo e o espaço, artisticamente configurados, determinam o seu comportamento, emprestando a ele não apenas as marcas externas de sua época, mas todo um complexo de atitudes que definem as relações sociais a que está subordinado.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Luiz Paixão Lima Borges https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/850 Loucura e velhice na poética da derrelição: notas sobre A obscena Senhora D, de Hilda Hilst 2023-09-11T16:10:22+00:00 Tereza Virginia de Almeida tvirginia2012@yahoo.com.br <p><em>A obscena Senhora D</em>, de Hilda Hilst, tem como personagem central Hillé, uma viúva de sessenta anos que decide morar no vão da escada de sua casa, de onde fala com o marido e o pai já mortos, ouve vozes de dentro da parede e assusta a vizinhança com máscaras de papel. O artigo, dedicado a esta obra de Hilst, aborda o entrelaçamento entre velhice e loucura na definição de um espaço de exclusão a partir do qual a personagem experiencia uma singular relação com a linguagem. Trata-se não somente do constante contato com o tema da morte, mas também da experimentação em torno da palavra da qual deriva uma estética singular, uma poética, a poética da derrelição.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Tereza Virginia de Almeida https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/875 Ancestralidade e autoestima em Maréia, de Miriam Alves 2023-09-11T16:10:20+00:00 Luciana Lis de Souza e Santos lis-luciana@hotmail.com Elio Ferreira de Souza elioferreira@cchl.uespi.br <p>O presente artigo tem por objetivo refletir sobre ancestralidade e como, a partir desta, deriva-se a autoestima quando são criadas imagens positivas acerca da negritude, no romance <em>Maréia</em>, de Miriam Alves, publicado em 2019. Analisa, também, a Autodefinição e a Autoavaliação (Collins, 2019) de Maréia, personagem homônima. Por meio da obra, é possível exaltar nossos ancestrais negros. Para tanto, o estudo está apoiado nas teorias de Collins (2016, 2019), Mongim (2017), Maldonado-Torres (2018), Woodson (2021), Carneiro (2005), Oliveira (2009), Ribeiro (2020), dentre outros. Os estudos tendem ao entendimento de que Maréia está sempre buscando, em seus ancestrais, a força para criar seus caminhos. Portanto, ela subverte a lógica colonial que invisibilizou os saberes provenientes da diáspora negra.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Luciana Lis de Souza e Santos, Elio Ferreira de Souza https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/918 Uma conversa sobre formas de afetividades 2023-09-08T13:01:45+00:00 Elias J. Torres Feijó eliasjose.torres@usc.gal Vera Lúcia Cardoso Medeiros editor@revistaveredas.org Frederico Garcia Fernandes fredma@uel.br <p>Elias J. Torres Feijó em entrevista a Vera Lúcia Cardoso Medeiros e Frederico Garcia Fernandes</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Elias J. Torres Feijó , Vera Lúcia Cardoso Medeiros, Frederico Garcia Fernandes https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/914 A dimensão da afetividade identitária: literatura, língua e normas ortográficas na Galiza. Uma proposta de aproximação 2023-09-11T16:10:02+00:00 Elias José Torres Feijó eliasjose.torres@usc.gal <p>O presente trabalho propõe tomar em consideração a componente afetiva na construção identitária individual e coletiva. São formulados os conceitos de identidade afetivizada (a assunção sentimental de elementos identitários: o elemento identitário gera afetividade) e afetividade identitária (o resultado numa identidade a partir dum elemento ou duns elementos mediadores não necessariamente vinculados de modo linear com o objeto da identificação). Aplica-se em concreto à questão ortográfica no caso galego e como essas componentes podem incidir nas elaborações afetivas das pessoas em relação à conceção da língua, à literatura e aos afetos e orientações de leitura; e como essas orientações se relacionam com o próprio conceito de nação e das suas relações externas.</p> 2023-08-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Elias José Torres Feijó https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/908 A leitura como afeto 2023-09-11T16:10:08+00:00 Cleber Bicicgo cleberbicicgo@yahoo.com.br <p>Na obra <em>O avesso da pele</em> (2020), romance escrito por Jeferson Tenório, os afetos assumem o papel central ao tratar do racismo. Nas tramas desses afetos, o encontro entre texto e leitor permite mergulhar num espaço onde a pele não possui cor. Desse lugar baseado no conhecimento imaginativo da ficção, buscamos refletir como as cenas de leitura apresentadas na obra produzem afetos a partir do encontro entre texto e leitor, para compreender como esses afetos parecem emergir dessa relação. O resultado aponta para um modo de ler no qual o afetar-se com o afeto do outro, através da leitura literária, abre a possibilidade de ampliar as experiências humanas.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Cleber Bicicgo https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/895 Epistemologia dos afetos a partir dos arquivos histórico-memorialísticos em Relato de um certo Oriente 2023-09-11T16:10:14+00:00 Tatiana Prevedello t_prevedello@hotmail.com <p>O pensamento de Paul Ricoeur, em <em>A memória, a história, o esquecimento, </em>investe na elaboração epistemológica do discurso histórico, por intermédio dos elementos memorialísticos que instrumentalizam a representação narrativa. Na fase nomeada como “documental”, o “espaço habitado”, o “tempo histórico”, o “testemunho”, o “arquivo” e a “prova documental” configuram a “memória arquivada” (Ricoeur, 2007, p. 155). Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo é analisar a relação entre os arquivos da memória e os dispositivos que operacionalizam a inscrição do discurso histórico na narrativa, os quais são instrumentos preponderantes para se compreender a hermenêutica dos afetos em <em>Relato de um certo Oriente, </em>primeiro romance do escritor amazonense de ascendência árabe, Milton Hatoum, publicado em 1989. O texto realiza uma incursão mnemônica pelos escombros do passado de uma família de origem libanesa, a qual habita Manaus, nas primeiras décadas do século XX, como sinalizam os marcos temporais indicados pelas vozes narrativas</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Tatiana Prevedello https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/901 Escrever sensações, inscrever afectos: notas para uma teoria literária menor segundo Gilles Deleuze 2023-09-11T16:10:11+00:00 Caio Vinícius Russo Nogueira nogueira.cvr@gmail.com <p>A literatura não se esgota nos seus aspectos discursivos, o que significa dizer que há algo mais, um afecto, um conjunto de afectos e perceptos que <em>passa por entre as palavras</em> sem, contudo, se diluir nelas. Embora não exista sem a linguagem (<em>quid facti</em>), a literatura produz sensações diferenciais (<em>quid juris</em>) que ultrapassam a lógica discursiva e a veiculação dos enunciados. Para além do imperativo comunicacional, as personagens e as paisagens da literatura podem ser descritas enquanto <em>insistências</em> virtuais, o que, nem por isso, as tornam, no entanto, menos reais. A literatura, ou o fato literário, torna sensível o insensível da linguagem enquanto violência que torna sensória os limites mesmos da nossa sensibilidade. É a partir dessas proposições de Gilles Deleuze que este ensaio se debruça, procurando explicitar o uso de uma constelação de conceitos que insiste na capacidade da literatura de escrever sensações, de inscrever afectos. “Devir”, “Território” e “Ritornelo” são alguns desses conceitos que servem de orientação para a hipótese de uma teoria literária <em>menor</em> que procura cartografar os afectos produzidos pela literatura. Essa teoria literária <em>menor</em> poderia ser denominada, de igual modo, uma <em>estética da literatura</em>.</p> <p> </p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Caio Vinícius Russo Nogueira https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/894 Leitura literária como performance e o circuito dos afetos na biblioteca 2023-09-11T16:10:17+00:00 Gisele Gemmi Chiari gisele.gemmi@gmail.com <p>O artigo a seguir apresenta algumas reflexões sobre quais seriam os objetivos e perspectivas das práticas de leitura literária hoje a partir da realização do projeto “Itinerários de Leitura Literária e o circuito dos afetos na biblioteca”, e considerando a obra de Paul Zumthor acerca da relação entre performance, recepção e leitura e as proposições do filósofo Vladimir Safatle a respeito de como os afetos criam vínculos e organizam o tecido social. Dito de outra maneira, a partir de uma noção amplificada do termo performance, no sentido da percepção e recepção da literatura no momento em que ela é presentificada no ato de leitura ou de escuta, propõe-se pensar como a prática da leitura literária pode ensejar dinâmicas sociais de transformação, do circuito dos afetos, ocasionadas pela fruição poética tendo como base o que foi experienciado nos encontros com as bibliotecárias e bibliotecários, dentre outros colaboradores, das bibliotecas públicas do município de Londrina durante o desenvolvimento do projeto.</p> 2023-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Gisele Gemmi Chiari