https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2019-04-19T21:56:13+01:00 Regina Dalcastagnè veredas@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/499 Expediente 2019-01-31T12:54:45+00:00 Administrador Veredas admin@revistaveredas.org 2019-01-31T10:01:53+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/423 Narrativas de estrada e o sertão na literatura e no cinema brasileiros contemporâneos 2019-04-19T21:56:13+01:00 Juliana Santini jsantini@fclar.unesp.br <p>Este trabalho realiza uma reflexão em torno da representação do sertão em <em>Viajo porque preciso, volto porque te amo</em>, filme de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, e no conto “Milagre em Juazeiro”, de Ronaldo Correia de Brito. A questão proposta é de que os elementos da narrativa de estrada articulam-se, nos dois casos, a uma revisão dos significados assumidos por essa imagem em diferentes momentos da história da literatura e do cinema brasileiros.</p> 2019-01-30T18:26:49+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/438 Cidadãos de lugar nenhum: migrantes não documentados nas narrativas de Regina Rheda 2019-04-19T21:56:13+01:00 Ligia C Bezerra ligia.bezerra@asu.edu <p>Este artigo apresenta uma análise da representação de migrantes brasileiros em duas narrativas da escritora Regina Rheda: a novela <em>Pau-de-arara classe turística </em>(1996) e o conto “O santuário” (2002). Com base no trabalho de Saskia Sassen sobre os circuitos globais do trabalho na virada do século XXI, argumenta-se que Rheda representa os migrantes brasileiros em questão como “cidadãos de lugar nenhum”. Os personagens adquirem esse <em>status</em> na medida em que crises econômicas resultantes da agenda neoliberal transformam as relações de trabalho entre o sul e norte do globo, limitando seu acesso a condições básicas de cidadania em seu próprio país. Ao mesmo tempo, sua condição de trabalhadores não documentados nos países para onde migram os relega à exploração e, portanto, acentua a precariedade de sua situação enquanto cidadãos.</p> 2019-01-30T18:49:13+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/425 Uma história de regressos: sobre Ó mar de túrbidas vagas, de Henrique Teixeira de Sousa 2019-04-19T21:56:12+01:00 Fernando Moreira fmoreira@utad.pt Orquídea Ribeiro oribeiro@utad.pt Susana Pimenta spimenta@utad.pt <p>Henrique Teixeira de Sousa desenvolve na obra <em>Ó mar de túrbidas vagas</em> uma história de regressos cujo pano de fundo é a emigração cabo-verdiana para os Estados Unidos da América. De forma subtil, o autor reflete sobre aspetos da identidade cabo-verdiana num cruzamento bem-sucedido entre a sua escrita e os versos do poeta Eugénio Tavares, que cita de modo recorrente, e cujas palavras enformam esta história de regressos. Refletir sobre a obra de Henrique Teixeira de Sousa, a sua visão sobre a cabo-verdianidade e, em particular, sobre a emigração e os efeitos socioculturais consequentes tomando como ponto de partida o romance <em>Ó mar de túrbidas vagas</em> é o objeto de estudo que se propõe.</p> 2019-01-30T19:24:02+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/495 A formação afetiva e literária de José Saramago em As pequenas memórias 2019-04-19T21:56:12+01:00 Berttoni Licarião berttoni@gmail.com <p>“Tudo é autobiografia”, escreveu certo dia José Saramago. Tendo em vista o complexo edifício teórico que Saramago construiu para sua própria obra, buscamos compreender qual seria a contribuição daquele exercício memorialístico dentro de um conjunto ficcional já considerado e defendido pelo autor como expressão de si mesmo. Amparado por Gaston Bachelard, Philippe Lejeune, Georges Gusdorf e Paul de Man no que se refere à memória, à infância e à escrita autobiográfica, este artigo realiza uma leitura de <em>As pequenas memórias</em> como o “tempo de germinação” dos temas, enredos e personagens que se tornariam marca da ficção produzida pelo autor.</p> 2019-01-30T19:07:08+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/402 O sujeito órfico no Livro de Memórias, de Teixeira de Pascoaes: lembrança, desejo e saudade 2019-04-19T21:56:11+01:00 Jorge Filipe Ressurreição jressurreicao@letras.ulisboa.pt <p>O <em>Livro de memórias</em>, de Teixeira de Pascoaes, retrata um mundo, o do narrador, povoado de lembranças que se presentificam constantemente por serem parte integrante daquele que narra. Para isso, o autor usa vários processos retóricos que o auxiliam na sua acção de evocar o passado. Contudo, mais do que simplesmente evocar, o sujeito pretende retirar das amarras do passado as imagens que compõem a sua memória e trazê-las de novo para junto de si, “dissipa[r] as trevas do tempo e ressuscita[r] os mortos”, como diz o próprio. Deste modo, propomo-nos atentar no sujeito do primeiro capítulo do <em>Livro de memórias</em> como um sujeito órfico, que, pela escrita, pretende trazer a sua Eurídice — isto é, a sua infância ou as imagens que a compõem — de volta ao tempo presente, resgatando-a do passado (o Inferno). A aproximação do sujeito do <em>Livro de memórias</em> à personagem mítica de Orfeu pretende ser um contributo para o entendimento de um livro que, inserindo-se no género memorialístico, em quase tudo foge às características que esperaríamos encontrar numas memórias de autor.</p> 2019-01-31T08:38:20+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/345 Imagens e palavras no tecido de memórias tortuosas: Fazenda Modelo: novela pecuária em tempos de golpe 2019-04-19T21:56:11+01:00 Mírian Sumica Carneiro Reis miriansumica@unilab.edu.br <p>O presente artigo propõe uma leitura de <em>Fazenda Modelo: novela pecuária</em>, publicada em 1974 por Chico Buarque. O contexto da publicação, durante o período de ditadura civil-militar no Brasil, é considerado como fato preponderante para uma narrativa escrita alegoricamente a fim de denunciar o estado de exceção instalado no país. Deste modo, este artigo se debruça sobre as estratégias discursivas baseadas na ironia e na paródia que irão compor uma narrativa que se constrói também como memória de um tempo que não pode ser esquecido.</p> 2019-01-31T08:50:13+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/411 A escritura como hospitalidade em A queda do céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert 2019-04-19T21:56:10+01:00 Carolina Correia dos Santos escarola57@yahoo.com <p>&nbsp;Davi Kopenawa e Bruce Albert realizam juntos <em>A queda do céu: palavras de um xamã yanomami</em>. Considerado uma profecia, este livro de autoria complexa dá conta de um mundo (não só yanomami) visitado, colonizado, catequizado, invadido, defendido, ameaçado. O outro, aí, é o <em>napë</em>, palavra que passa a se referir ao conceito de branco, além de inimigo e estrangeiro. A partir da relação entre Kopenawa e Albert, proponho ler <em>A queda do céu</em> como performance que visa uma hospitalidade ainda desconhecida, que dissolveria o paradoxo mesmo que a constitui: pois aquele que é hospitaleiro <em>deve</em> ser o dono da casa, o proprietário, aquele que tem direito a um território e que, assim, o abriria ao outro. Minha hipótese é de que a hospitalidade por vir de Jacques Derrida seja possível hoje para um Yanomami e na relação que ele impõe a quem acorda, aos que dizem um tipo de “sim” no ato de ler <em>A queda do céu</em>. Ademais, <em>A queda do céu</em>, com sua origem múltipla, humana e não humana, corrobora uma autoria que desmente a propriedade e que impele o leitor a uma tomada de posição.</p> 2019-01-31T09:01:34+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/496 Uma figuração de autoria para Carolina Maria de Jesus 2019-04-19T21:56:09+01:00 Luciene Azevedo aaluciene@gmail.com <p>O artigo toma como ponto de partida as reflexões de Boris Groys (2014) sobre a relevância que o papel do autor vem assumindo junto à sua produção para efetuar a leitura de <em>Quarto de despejo</em>, de Carolina Maria de Jesus. Utilizando a noção de “desenho de si” do filósofo alemão, o ensaio analisa a inscrição no campo literário brasileiro de Carolina Maria de Jesus e defende que a autora assume a responsabilidade pelo desenho de si mesma de maneira ambivalente em relação aos elementos fundamentais da autoprodução de si, principalmente em relação à escrita do diário e à condição de favelada.</p> 2019-01-31T09:20:07+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/497 A poética da fome e a escrita da precariedade: sobre Carolina Maria de Jesus 2019-04-19T21:56:09+01:00 Lívia Natália Souza livianataliass@gmail.com <p>Defendemos aqui que a escrita de autoras negras, com destaque para Carolina Maria de Jesus, investe no acionamento de formas de representação literária que engendram, pela sua dicção estética, formas específicas de representação de mundo. Na medida em que estas escritas se forjam, emergem conceitos que são potentes para analisar o seu modo e percurso de criação, aqui, damos destaque à dimensão biográfica como um valor estético na literatura de Carolina Maria de Jesus a partir dos conceitos de poética da fome e a escrita da precariedade, aqui apresentados.</p> 2019-01-31T09:28:57+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/498 Luíza Mahin e Luiz Gama: escravidão e (auto)ficção numa correspondência interceptada 2019-04-19T21:56:08+01:00 Fabiana Carneiro da Silva fabicarneirodasilva@yahoo.com.br <p>O artigo retoma a significância do gênero carta no contexto escravista brasileiro para, a partir dos desdobramentos dessa reflexão, analisar comparativamente o romance, publicado em 2006, <em>Um defeito de cor</em>, que, em um de seus sentidos de leitura, performatiza uma carta de Luíza Mahin ao seu filho desaparecido, Luiz Gama; e a carta escrita pelo poeta Luiz Gama, em 1880, na qual surge pela primeira vez na discursividade do país o nome de Luíza Mahin, identificada como a mãe desaparecida de Gama. Diante de um contexto de violentas coerções, as possibilidades de uma “escrita do eu” pelos africanos e seus descendentes no Brasil vinculam-se, assim, a procedimentos que se fundamentam na suplementaridade entre a literatura e a história.</p> 2019-01-31T09:41:00+00:00 ##submission.copyrightStatement##