https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2020-06-02T18:22:24+01:00 Regina Dalcastagnè veredas@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/645 Expediente 2020-05-08T11:34:04+01:00 Revista Veredas admin@revistaveredas.org <p>Os textos escolhidos para este dossiê apresentam um panorama, inevitavelmente incompleto e seletivo, mas amplo e representativo das dinâmicas das HQ brasileiras atuais na sua profundidade e especificidade históricas, enfocando aspectos da sua produção e circulação, da sua recepção nacional e internacional, e da sua transposição ou adaptação entre diferentes mídias, suportes e contextos culturais. É a partir da análise concreta dessas bases materiais das obras e dos discursos ligados a elas que fica visível a riqueza e força da produção de HQs no Brasil, que vem se consolidando no campo nacional e vai ganhando cada vez mais visibilidade, importância e respeito no palco internacional.</p> <p>(Marcel Vejmelka, da Apresentação)</p> 2020-05-05T22:14:23+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/632 Narrativas gráficas no Brasil 2020-06-02T18:22:24+01:00 Marcel Vejmelka vejmelka@uni-mainz.de <p>Já é um lugar comum constatar que a “nona arte” da narrativa gráfica, da história em quadrinhos ou da banda desenhada vem ganhando cada vez mais em visibilidade e prestígio, vivendo sucesso comercial nas mais variadas áreas e camadas sociais, exercendo uma crescente influência e significância cultural — nos termos de subcultura e cultura popular e também de cultura erudita —, entrando em cânones literários, icônicos e cinematográficos, inclusive estabelecendo e revisando cânones próprios, diferenciando-se internamente em subgêneros e projetos transversais.</p> <p>Os textos escolhidos para este dossiê apresentam um panorama, inevitavelmente incompleto e seletivo, mas amplo e representativo das dinâmicas das HQ brasileiras atuais na sua profundidade e especificidade históricas, enfocando aspectos da sua produção e circulação, da sua recepção nacional e internacional, e da sua transposição ou adaptação entre diferentes mídias, suportes e contextos culturais. É a partir da análise concreta dessas bases materiais das obras e dos discursos ligados a elas que fica visível a riqueza e força da produção de HQs no Brasil, que vem se consolidando no campo nacional e vai ganhando cada vez mais visibilidade, importância e respeito no palco internacional.</p> 2020-05-05T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/633 De Buster Brown a Burroughs: introdução a uma genealogia irônica dos quadrinhos brasileiros 2020-06-02T18:22:23+01:00 Alexander Linck Vargas linck.alexandre@gmail.com <p>O presente artigo busca fazer uma genealogia irônica do quadrinho brasileiro a partir do questionamento de sua origem e da invenção do contramito <em>Chiquinho</em>, isto é, <em>Buster Brown</em>, personagem criado por Richard F. Outcault e predado pela revista brasileira <em>O Tico-Tico</em>. Diferentemente de um regime identitário, observar-se-á na experiência dos quadrinhos do Brasil uma subjetividade antropofágica (Oswald de Andrade), ou antes, uma grandeza intensiva protossubjetiva e pré-individual, corpo sem órgãos (Deleuze, Guattari). Procurando atestar a hipótese, a análise irá se deter no quadrinho brasileiro contemporâneo, mais especificamente em <em>Burroughs</em>, de João Pinheiro. Com isso, espera-se contribuir para uma historiografia contraidentitária das histórias em quadrinhos brasileiras.</p> 2020-05-05T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/634 Inferências adultas no universo infantil das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica: a leitura em Piteco — Ingá 2020-06-02T18:22:21+01:00 José Arlei Cardoso j.arlei.cardoso@gmail.com <p>Por muito tempo considerado uma forma de entretenimento infantil, as histórias em quadrinhos têm ocupado um grande espaço nas discussões sobre o aprendizado da leitura, devido principalmente a sua estrutura narrativa imagética-textual e a sua grande popularização mercadológica. Como contraponto, também se desenvolveu um conceito de narrativa adulta, tendo despertado interesse acadêmico por apresentar uma linguagem híbrida, com capacidade de integração e convergência com outras áreas, como a literatura. Este estudo busca analisar algumas fronteiras inferenciais entre os quadrinhos classificados como infantis e adultos, usando como referência o romance gráfico <em>Piteco — Ingá</em>, obra que faz uma releitura do universo infantil da Turma da Mônica e conceitos de autores como Eisner, McCloud, Dell’Isola e Marcuschi.</p> 2020-05-05T20:44:41+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/635 Entre vários campos: a obra de Fábio Moon e Gabriel Bá e a literatura brasileira 2020-06-02T18:22:23+01:00 Marcel Vejmelka vejmelka@uni-mainz.de <p>A obra de Fábio Moon e Gabriel Bá evidencia de forma particular os conflitos e as tensões existentes entre os diferentes campos culturais envolvidos na produção e circulação de histórias em quadrinhos, inspirando a observar a sua evolução num jogo de forças e dinâmicas parcialmente conflitivas, aparentemente contraditórias, mas que afinal compõem um panorama concludente das caraterísticas do gênero e da sua circulação nos campos nacionais e internacionais.</p> 2020-05-05T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/636 Do Inferno a Angola Janga: história e mitologia do Quilombo de Palmares no romance gráfico de Marcelo d'Salete 2020-06-02T18:22:21+01:00 Julio Souto Salom juliosouto2103@gmail.com <p><em>Angola Janga</em> (<span style="font-variant: small-caps;">D’Salete</span>, 2017) narra a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo mais importante da diáspora africana no Brasil, comunidade autônoma de africanos fugidos da escravidão. Esta saga é evocada em poemas, filmes, monumentos e memoriais, mas a história em quadrinhos providencia um meio com potencialidades específicas para costurar história e mitologia. D’Salete combina a pesquisa histórica e a poesia imagética para narrar uma história particular sobre esta mitologia viva. Para isso, são importantes: o enredo coral costurado por personagens não maniqueístas, o peso da morte na necropolítica colonial, a temporalidade não linear que faz durar o quilombismo até nossos dias, e a escrita do território com marcações cifradas. Com fins comparativos, comentamos as obras <em>Cumbe</em> e <em>Encruzilhada</em> (<span style="font-variant: small-caps;">D’Salete</span>, 2014; 2016), <em>Zumbi dos Palmares</em> (<span style="font-variant: small-caps;">Mour</span><span style="font-variant: small-caps;">a</span>; <span style="font-variant: small-caps;">Moya</span>, 1955) e <em>Do inferno</em> (<span style="font-variant: small-caps;">Moore</span>; <span style="font-variant: small-caps;">Campbell</span>, 2000), atentando especialmente para as ferramentas de costura entre história e mitologia na história em quadrinhos.</p> 2020-05-05T20:52:10+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/637 Magra de ruim: gênero, sexualidade e a ficcionalização de si 2020-06-02T18:22:20+01:00 Mariana Souza Paim marianaspaim@gmail.com <p>O objetivo do presente trabalho é analisar as representações de gênero e sexualidade presentes na publicação <em>Magra de ruim</em> de autoria de Sirlanney Nogueira, editada em formato impresso em 2014. O volume reúne boa parte de sua obra enquanto roteirista/ilustradora que fora publicada inicialmente em meio virtual e em diferentes zines entre os anos de 2012 e 2014. <em>Magra de ruim</em> foge a classificações mais sistemáticas a partir das quais se convencionou agrupar as narrativas gráficas, e lança mão através de diferentes técnicas e procedimentos, de uma narrativa que perpassa em múltiplas questões, como aquelas em torno do corpo, desejo, prazer, solidão, família, autonomia feminina e dos relacionamentos afetivos/sexuais. Nessas narrativas podemos ainda destacar o empreendimento de um discurso que pode ser localizado no bojo do feminismo e que, além de fissurar muitos dos constructos sociais pelos quais se tenta apreender as vivências femininas, aponta para as constantes reelaborações de si, a partir de uma <em>in-scrita</em> de traços e relatos biográficos.</p> 2020-05-05T20:57:49+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/638 Intermidialidade e (re)construção histórica no romance gráfico Independência ou mortos 2020-06-02T18:22:20+01:00 Stanis David Lacowicz stanislac@gmail.com <p>Partindo do campo de estudos sobre intermidialidade e ficção histórica, este trabalho analisa a reconstrução ficcional da personagem histórica D. Pedro I, no romance gráfico <em>Independência ou Mortos</em> (2012), de Abu Fobiya (roteirista, pseudônimo de Fabio Abu) e Harald Stricker (ilustrador e co-roteirista). Numa mescla de linguagem verbal e visual, essa obra narra desde a vinda da família real portuguesa ao Brasil (1808) até a proclamação e luta pela independência (1822). Entretanto, a fim de construir um passado alternativo, eventos históricos conhecidos são intercalados com um elemento sobrenatural, os zumbis devoradores de carne humana. Pretendemos, além disso, evidenciar a forma como algumas das relações intertextuais e intermidiáticas que se operam na obra são fundamentais para a produção de sentidos em torno da reencenação da história. Tomamos por base os estudos de Claus Clüver (2006) e Irina Rajewsky (2012a, 2012b) para tratar sobre os conceitos de intermidialidade, bem como de relações e referências intermidiáticas.</p> 2020-05-05T21:03:16+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/639 A eterna Noite Negra de “O estranho mundo de Zé do Caixão” 2020-06-02T18:22:22+01:00 José Aguiar Oliveira da Silva quadrinhofilia@gmail.com <p>Há 50 anos o cineasta José Mojica Marins fez de seu personagem Zé do Caixão um fenômeno cultural através de um dos mais peculiares projetos transmídia criados no Brasil. Surgida em 1962 nas telas de cinema, em poucos anos, sua criação migrou para um popular seriado televisivo exibido na TV Tupi de São Paulo, seguido de um terceiro longa-metragem, sucesso de bilheteria e uma série de revistas em quadrinhos também de grande sucesso. Este artigo pretende refletir sobre os projetos realizados nessas três mídias entre 1968 e 1969 e que possuíam em comum o título “O estranho mundo de Zé do Caixão”. Todos com texto assinado pelo roteirista Rubens Francisco Lucchetti, que reinventou a criatura de Marins, ressignificou o gênero terror e fixou a imagem do personagem no imaginário coletivo brasileiro. Com base nos estudos de François Jost e Theodor Adorno e a partir da contextualização histórica e da ênfase do conteúdo da primeira edição da revista em quadrinhos, discute-se como se ficcionou o terror de maneira a dar à obra a sua contemporaneidade e sobrevida como criação artística e produto da cultura de massa.</p> 2020-05-05T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/640 O layout como fator constitutivo dos quadrinhos: o caso Alexandre S. Lourenço 2020-06-02T18:22:19+01:00 Daniel Baz dos Santos dbazdossantos@yahoo.com <p>Este artigo discute a obra “Robô esmaga”, de Alexandre S. Lourenço, com o intuito de demonstrar como algumas de suas histórias são construídas. Nesse sentido, este trabalho aborda algumas noções teóricas da arte sequencial, com destaque para as reflexões feitas por Thierry Groensteen, Paulo Ramos e Barbara Postema sobre a natureza dos quadrinhos. O uso do <em>layout</em>, os balões de texto, a sarjeta e os conceitos de artrologia e espaçotopia são alguns dos instrumentos envolvidos nesta análise.</p> 2020-05-05T21:30:44+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/641 Tempo e narrativa no gênero charge: condensar para potencializar 2020-06-02T18:22:19+01:00 Eveline Coelho Cardoso eveline.cardoso@outlook.com Glayci Kelli Reis da S. Xavier glaycikelli@id.uff.br <p>O rompimento da barragem construída pela mineradora brasileira Vale, que devastou a cidade de Brumadinho (MG) em janeiro de 2019, é o tema de seis charges que compõem o <em>corpus</em> do presente artigo. Sob a perspectiva de análise do discurso semiolinguística, as charges são gêneros discursivos oriundos de um contrato comunicativo midiático, equilibrado, como tal, entre duas intenções principais: informar e captar o leitor. Driblando, contudo, a objetividade e credibilidade típicas da mídia, as charges narram uma versão pessoal e crítica da realidade, expressa em uma verbo-visualidade “carregada” de opinião, humor e ironia. Veremos, pois, de que maneira tais textos manifestam a temporalidade por meio de mecanismos linguísticos e simbólicos das histórias em quadrinhos, que lhes permitem romper a aparente fixidez de sua estrutura.</p> 2020-05-05T21:36:58+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/642 Zé Wellington e Walter Geovani — Cangaço Overdrive 2020-06-02T18:22:18+01:00 Jorge Luiz Adeodato Junior jorgeadeodato@yahoo.com.br 2020-05-05T21:43:13+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/643 Barroquismos em cordéis de testemunho: migrações, massacres e resistências nos sul e sudeste do Pará — Brasil 2020-06-02T18:22:17+01:00 Hiran de Moura Possas hiranpossas@gmail.com <p>O escrito é parte da memória de pesquisa objetivando analisar folhetos de cordéis acompanhados de entrevistas com as autorias. Seria um estudo das manifestações do que chamaremos de literatura “subalterna” oral-escrita refratando universos simbólicos da região sul e sudeste do Pará: Marabá; Brejo Grande do Araguaia; Palestina do Pará, Eldorados dos Carajás e Projeto de Assentamento Palmares II (Município de Parauapebas). Desse exercício epistêmico de aprumada escuta, fundamentado por alguns pressupostos da história oral acompanhados de breves ensaios interpretativos, emergem fragmentos memoriais advindos, dentre outros, da luta pela terra e da Guerrilha do Araguaia. A simples descrição e o reconhecimento dessas texturas não obviamente significarão desnaturalizar, por completo, certos discursos depreciativos impostos aos artífices de manifestações artísticas incompreensíveis aos estudos culturais e/ou literários mais intolerantes, mas Manoel Lorota (Palestina do Pará), Silvandira (Vila Santa Rita/distrito do município de Brejo Grande do Araguaia), Valdir de Araújo (Eldorado dos Carajás) e “Seu Poeta” (P A Palmares II) conjugam, pelas interfaces da letra com a voz, e pelas redes de afetos agenciadas com essa pesquisa, outras artes e histórias, que estrategicamente são alijadas e depreciadas pelos exercícios acadêmicos classificadores-hierarquizantes.</p> 2020-05-05T21:48:27+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/644 A licenciosidade possível em Enervadas (1922), de Mme. Chrysanthème 2020-06-02T18:22:22+01:00 Ana Paula A. dos Santos ana_ads@hotmail.com <p>No presente trabalho procuro investigar as marcas pornográficas que podem ser encontradas no romance <em>Enervadas</em> (1922), de Mme Chrysanthème, pseudônimo da escritora Cecília Bandeira de Melo Rebelo de Vasconcelos. Meu intento não é o de afirmar que a Chrysanthème escrevia pornografia de fato, mas, em vez disso, considerar que, tal como outros escritores que lhe eram contemporâneos, ela estava a par das convenções dessa literatura e fez uso delas em seus romances como forma de atrair o leitor e de cativar o seu público.</p> 2020-05-05T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement##