https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2021-05-07T22:02:27+01:00 Regina Dalcastagnè veredas@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/674 Expediente 2021-03-01T12:20:10+00:00 Revista Veredas admin@revistaveredas.org 2021-03-01T11:01:39+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/670 Apresentação 2021-05-07T22:02:25+01:00 Edma de Góis edmagois@gmail.com <p>No dossiê apresentado nesta edição, o tema <em>Direitos humanos, leitura e literatura</em> é abordado de diferentes perspectivas, teóricas e empíricas. O que pretendemos é que, em tempos de recrudescimento de forças contra a democracia e de questionamento dos parâmetros constitucionais, a leitura literária, especializada ou não, é também dispositivo de resistência e denúncia.</p> 2021-02-26T21:59:32+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/600 Literatura, critica literária e politização dos direitos humanos 2021-05-07T22:02:25+01:00 Alessia Di Eugenio alessia.dieugenio2@unibo.it <p>Hoje, a defesa dos direitos humanos, em todos os campos do saber, é fundamental e imprescindível. Ao mesmo tempo, a história recente mostra a necessidade de problematizar o seu uso em alguns contextos de “aplicação”. Por meio desse artigo, queremos reconstruir uma multiplicidade de posições que analisam as contradições e o uso conservador dos direitos humanos, colocar a importante questão da necessidade da politização desses direitos e refletir sobre a relação com a literatura e a crítica literária à luz dessas posições e problematizações (usando também o romance de Maria Valéria Rezende, <em>Outros Cantos</em>, como caso de aplicação do discurso).</p> 2021-02-26T22:18:13+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/579 O direito à literatura afro-brasileira 2021-05-07T22:02:27+01:00 Rafael Balseiro Zin rafaelbzin@hotmail.com <p>Os primeiros registros da literatura de autoria negra no Brasil datam do início da segunda metade do século XIX, sendo os seus precursores Luiz Gama (1830-1882), com a publicação de suas <em>Primeiras trovas burlescas de Getulino</em>, em 1859, na cidade de São Paulo, e Maria Firmina dos Reis (1822-1917), com a publicação do romance <em>Úrsula</em>, também em 1859, na cidade de São Luís do Maranhão. Contudo, até hoje, mesmo tendo se passado cerca de 160 anos da publicação primeira dessas obras inaugurais, tantos os autores quanto seus escritos continuam sendo desconhecidos pela maioria da nossa população. Se o acesso à literatura deve ser entendido como um direito básico de todos os seres humanos, como sugeriu Antonio Candido em seu clássico ensaio <em>O direito à literatura</em>, por que determinadas vertentes da nossa criação literária, como a literatura afro-brasileira, por exemplo, continuam sendo renegadas por uma parcela considerável da nossa Academia, ignoradas pelos grandes conglomerados do mercado editorial brasileiro ou mesmo desprestigiadas em meio à crítica e ao público leitor? Se a literatura é, de fato, um direito fundamental de todos os indivíduos, afinal, de qual literatura estamos tratando? Tomando esses questionamentos como ponto de partida, o presente artigo tem como objetivo refletir sobre a relação existente entre a formação do cânone literário brasileiro, o racismo e o sexismo que assolam o conjunto da nossa sociedade, buscando, num primeiro momento, dialogar com as ideias do sociólogo e crítico literário contidas em seu ensaio, para, logo em seguida, reavaliar o alcance e os sentidos possíveis desse direito fundamental.</p> 2021-02-26T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/591 A voz da dignidade em O que os cegos estão sonhando? de Noemi Jaffe 2021-05-07T22:02:27+01:00 Fábio Waki fabwaki@gmail.com <p>Este artigo propõe uma leitura de <em>O que os cegos estão sonhando?</em> (2014), de Noemi Jaffe, a fim de discutir como uma das principais responsabilidades da <em>crítica literária</em>, à luz da relação entre literatura e direitos humanos, é, para além de colaborar com a eficiência da elaboração e aplicação desses direitos, a de colaborar com uma explicitação de tudo o que pode consistir em uma dimensão da <em>dignidade</em> <em>humana</em>. Ciente de que <em>dignidade</em> é um conceito polêmico no contexto dos direitos humanos, proponho debater aqui menos como a literatura pode nos ajudar a <em>definir</em> o que é <em>dignidade</em> – uma perspectiva recorrente na crítica literária à luz dos direitos humanos –, e mais como ela pode contribuir com a ideia de que na <em>impossibilidade</em> de se definir <em>dignidade</em> há, enfim, uma boa premissa para se defender os direitos humanos.</p> 2021-02-26T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/610 A boneca de Kokoschka e o direito a narrar-se de novo: o papel dos enredos de fé, amor e arte na reconstrução da identidade pós-trauma 2021-05-07T22:02:26+01:00 Francilene Maria Ribeiro Alves Cechinel francilene.cechinel@gmail.com <p>Norteado pelo ensaio <em>A espécie fabuladora</em> (2010), de Nancy Huston, o presente artigo propõe a discussão da obra <em>A boneca de Kokoschka</em> (2010), do escritor português Afonso Cruz, a partir de seus enredos de fé, amor e arte, destacando o papel dessas narrativas no delicado processo de sobreviver e reconstruir-se após os traumas da experiência de guerra.<br><br></p> 2021-02-26T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/602 Entre a usina e a democracia: as crônicas de Eliane Brum e a desconstrução da democracia brasileira 2021-05-07T22:02:26+01:00 Leila Lehnen leila_lehnen@brown.edu <p>Este ensaio aborda como duas crônicas de Eliane Brum sobre o exiliados de Belo Monte narram os conflitos entre o político-econômico e o social/ecológico no Brasil contemporâneo. Através da narrativa das tensões entre o socioambiental e o político-econômico, Brum revela a precariedade do modelo democrático brasileiro, baseado, nas palavras da autora, em uma “perversão”: “a de viver numa democracia formal, mas submetido a forças acima da Lei” (Brum, 2015, s.p.). Propõe-se aqui que os dois textos de Brum expõem a anatomia “disjuntiva” (Holston, 2008) da democracia brasileira não somente no âmbito dos direitos sociais, mas também em relação aos “direitos” (no sentido de direitos negativos) do meio-ambiente e das populações (humanas e não-humanas) que seriam, em teoria, os beneficiários destes direitos.</p> 2021-02-26T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/671 Literatura de quem para quem? A escola e a produção de presença literária 2021-05-07T22:02:26+01:00 Joseane Maytê Sousa Santos Sousa jms.educadora@gmail.com <p>O presente artigo visa discutir de forma crítica e pessoal a produção de literatura dentro das escolas, agente letrador por excelência. Inicialmente é feita uma apresentação acerca dos conceitos de letramentos como prática social, que promove a inclusão social. Em seguida, são apontados diversos exemplos e juntamente com eles questionamentos acerca da negação de direito à literatura dentro das unidades escolares públicas, sobretudo à população negra que dela faz parte, o que contraria à proposta humanizadora do trabalho com a leitura de literatura. Por fim, é apresentada a produção da literatura pelos estudantes como potência de existir no mundo e dizer-se, portanto, enquanto resistência, o que dialoga com o tema do VI Encontro de Leitura e Literatura da UNEB (Universidade Estadual da Bahia), cujo tema central foi Direitos Humanos, Leitura e Literatura: Criar, Existir e Resistir.</p> 2021-02-26T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/672 Leitura e literatura nas redes: seis casos sobre criar, existir e resistir 2021-05-07T22:02:25+01:00 Ana Elisa Ribeiro anadigital@gmail.com <p>Neste trabalho, partimos das noções de redes sociais e de conversações em rede, com Manuel Castells e Raquel Recuero, para mostrar seis casos de projetos ou de ocorrências relacionadas à potência das conversações na web, em especial no campo da literatura contemporânea. Quatro desses casos relacionam-se a escritoras que se apropriam dos meios digitais para criar, existir e resistir, alcançando relativo sucesso em seus objetivos de combater a invisibilização e o apagamento de vozes e autorias femininas. As três categorias (criar, existir e resistir) são aqui empregadas como pilares da leitura sobre as ações desses seis casos recentes, quais sejam: “Mulheres Emergentes”, site da escritora e editora mineira Tânia Diniz; “Mulherio das Letras”, coletivo de escritoras de todo o país pelo Facebook; “Leia Mulheres”, ação multinacional voltada à leitura de livros escritos por mulheres; “Bondelê”, canal da escritora e editora Mariana Mendes no YouTube, cujo objetivo é resenhar e entrevistar escritoras contemporâneas; além dos eventos reativos ocorridos em relação às peças de divulgação de um prêmio literário mineiro e de um evento literário do Instituto Moreira Salles (RJ). Em todos os casos, é possível observar como as conversações potenciadas pelas redes digitais são capazes de desarticular ou, no mínimo, incomodar o que esteve posto, dentro e fora do computador.</p> 2021-03-01T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/516 A singularidade da dimensão pictórica em José Luandino Vieira 2021-05-07T22:02:24+01:00 Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com <p>Este texto procura formular, de maneira provisória, entendimentos acerca das potencialidades narrativas presentes nas formas plásticas desenvolvidas pelo escritor angolano José Luandino Vieira. A título de estudo de caso, propõe-se analisar o desenho “Portrait of a sauvage as a youg [sic] girl”, recolhido do livro <em>Papéis da Prisão</em> (2015), como um gesto narrativo estético que condensa tópicos críticos sobre o empreendimento colonial português e que pavimenta, em pequenos traçados, a relação entre palavra e experiência. Os desenhos aqui são compreendidos não como ilustrações ou rascunhos, mas discurso sobre um método daquilo que definiremos como um pensamento visual.</p> 2021-03-01T09:49:16+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/582 Sob o primado da palavra: o universo feminino/feminista das mulheres d’A República dos sonhos, de Nélida Piñon 2021-05-07T22:02:24+01:00 Lúcia Osana Zolin luciazolin@yahoo.com.br <p>Trata-se de uma leitura de <em>A república dos sonhos</em>, de Nélida Piñon, alicerçada na teoria crítica feminista, por meio da qual pretendo evidenciar o modo de representação de personagens femininas que compõem o romance, atrelado à perspectiva sociocultural da escritora e ao pensamento feminista. Nessas reflexões, saliento que o processo de subjetificação galgado pelo conjunto das mulheres da obra, e sintetizado na figura de Breta, passa pela conquista do direito de narrar/falar, nos termos de Gayatri Spivak (2010) e de Homi Bhabha (2014). A ancestral subalternidade feminina, nesse sentido, é superada à medida que a narradora-protagonista vai se constituindo como sujeito, no movimento mesmo em que se investe da capacidade enunciativa e toma a palavra.</p> 2021-03-01T10:05:20+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/673 Autonomia, pós-autonomia e responsabilidade civil na prosa contemporânea: o caso Ricardo Lísias 2021-05-07T22:02:24+01:00 Igor Ximenes Graciano igor.graciano@unilab.edu.br <p>Na modernidade, a arte se constituiu como um campo discursivo autônomo que interfere de maneira indireta na realidade social, da qual se nutre sem nunca se confundir com ela. Por isso a expressão literária normalmente é legitimada como o outro do panfleto, pois quem fala na obra nunca é o autor, assim como o universo da ficção jamais reproduz a realidade social. Contudo, certa prosa contemporânea limítrofe que desafia a noção de autonomia, juntamente com o debate teórico acerca de uma propalada “pós-autonomia” (Ludmer, 2007) ou de um “pacto ambíguo” (Alberca, 2007), têm colocado em questão esse lugar da arte como campo de experimentação à parte da vida dita real, de maneira a se implicar mais diretamente autor e narrador, realidade e ficção, o que parece colocar em outros termos a noção de livre criação e responsabilidade civil sobre a obra. Para a discussão, tomaremos por referência o romance <em>Divórcio</em> (2013) e a narrativa <em>Delegado Tobias</em> (2014), ambos de Ricardo Lísias. Nosso propósito é especular se nesse investimento na ambiguidade há uma nova estratégia discursiva capaz de substituir o paradigma moderno da autonomia ou apenas reiterá-lo.<br><br><br></p> 2021-03-01T09:39:58+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/540 O Mecanismo Educacional nos romances A Cidade e os cachorros de Mario Vargas Llosa, Manhã submersa de Vergílio Ferreira e O Ateneu de Raul Pompéia 2021-05-07T22:02:23+01:00 Ana Carolina Rhormens de Santana carolrhormens@uol.com.br Caio Gagliardi caiogagliardi@gmail.com <p>Este artigo pretende analisar o mecanismo educacional implementado pelos internatos escolares de três romances – <em>A Cidade e os cachorros</em> (1963) de Mario Vargas Llosa, <em>Manhã submersa</em> (1954) de Vergílio Ferreira e <em>O Ateneu</em> (1888) de Raul Pompéia. O objetivo é examinar como as particularidades dos coercitivos métodos adotados pelos dirigentes dessas instituições podem ser tomadas como variações de um mesmo sistema de controle disciplinar, o qual, utilizando a medida da vigilância panóptica, uma rotina de exercícios repetitivos e exaustivos e leis próprias de premiação e punição, visa moldar o comportamento do interno, induzindo-o a um tal estado de alienação que aplaque a sua capacidade de diferenciação e de contestação. Prevê-se ainda explorar, mais especificamente, as implicações da postura autoritária e arbitrária dos educadores desses romances para a formação integral dos alunos protagonistas, uma vez que a prioridade parece ser a de assegurar a imagem do colégio e seus próprios interesses.</p> 2021-03-01T10:30:24+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/614 Letramento ficcional e letramento literário: reflexões sobre usos de textos ficcionais a partir dos estudos de letramento 2021-05-07T22:02:23+01:00 Mirian Hisae Yaegashi Zappone mhyzappone@uem.br Stéfanny Barranco do Nascimento stefannynascimento@hotmail.com <p>A contemporaneidade abre espaço para a prática de variados eventos de letramento. Esses espaços estão repletos de mídias que permitem conexão ininterrupta, potencializando uma comunicação mais fluida e híbrida. Nesse sentido, as relações com o livro e com a literatura acabam sofrendo modificações. Sabe-se que a cultura de massa influencia a formação do gosto dos leitores, e que a escola tem um papel importante nessa formação. Tendo em vista essa pluralidade nos processos de produção e recepção de textos ficcionais, partindo da perspectiva dos Novos Estudos de Letramento, esse artigo tem objetivo de realizar uma revisão teórica sobre letramento e, a partir dela, propor o conceito de “letramento ficcional” e de refinar o conceito de “letramento literário”. Para tanto, retomamos os conceitos de letramento, de “letramento literário” e os associamos a reflexões sobre o modo como a escola lida com textos ficcionais, particularmente, sobre o modo de ler ideal de leitura do texto literário proposto pelas diretrizes governamentais e sobre o modo como os textos ficcionais são utilizados na vida social.</p> 2021-03-01T10:42:18+00:00 ##submission.copyrightStatement##