https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2018-10-14T18:02:01+01:00 Regina Dalcastagnè veredas@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/480 Expediente 2018-09-12T19:33:50+01:00 Veredas VER secretaria@lusitanistasail.org 2018-09-10T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/479 Introdução: revisitando a cultura e o poder no Brasil 2018-10-14T18:01:57+01:00 Sara Brandellero s.l.a.brandellero@hum.leidenuniv.nl Derek Pardue dpardue@cas.au.dk <p>In the late 1970s and early 80s, as the grip of the Brazilian military dictatorship loosened slightly and civil society transitioned into a more favorable position, artists were at the forefront of defining a new society. Musical artists Rita Lee and Roberto de Carvalho asked foreigners to rethink their homeland paradise in the first quote, taken from their 1982 recording. On the other hand, fellow musical artists Aldir Blanc and Maurício Tapajós saw the essence of the country as a “quarrel”, an existential conflict over the debt due to Brazil’s indigenous roots and insistent presence. Two contrasting perspectives expressed through music with one underlying commonality. Brazil is a product of the encounter, one enmeshed in complex and violent hierarchies.</p> 2018-09-10T17:32:51+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/416 Táticas do cotidiano em Estive em Lisboa e lembrei de você, de Luiz Ruffato 2018-10-14T18:01:59+01:00 Sara Brandellero s.l.a.brandellero@hum.leidenuniv.nl <p>Este artigo analisa a novela <em>Estive em Lisboa e lembrei de você</em>, de autoria de Luiz Ruffato, focando as dinâmicas de poder articuladas na representação do migrante brasileiro e a experiência de deslocamento entendida como política, centrada na figura do protagonista, Sérgio de Souza Sampaio. A partir das formulações sobre as práticas do espaço urbano e da leitura de Michel de Certeau, o artigo defende a hipótese de que a representação do migrante em Ruffato está estritamente ligada ao posicionamento do próprio autor como escritor mineiro deslocado, que fala das margens, no referencial literário lusófono. Assim, o artigo discute como, através do que de Certeau chamaria de “caça ilegal”, de apropriação subversiva deste mesmo referencial, evidencia-se principalmente o diálogo intertextual com o poeta português Fernando Pessoa.</p> 2018-08-30T19:41:42+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/401 Experiência literária e experiência urbana: notas sobre a literatura marginal 2018-10-14T18:02:01+01:00 Lucas Amaral de Oliveira lucas_amaral_oliveira@hotmail.com <p>Nos últimos anos, tem sido possível observar a projeção de escritores das periferias paulistanas na cena literária contemporânea. Esses agentes da chamada “cultura periférica” têm se mostrado hábeis em trazer a questão urbana e seus reveses sociais e raciais para dentro da narrativa. Mas quais os recursos investidos nas práticas literárias desses escritores engajados em impulsionar sua produção, divulgação e consumo nas periferias de São Paulo? A proposta deste artigo é analisar a incidência de experiências urbanas variadas no labor literário e na produção poética de escritores que se reconhecem como integrantes do movimento da literatura marginal, verificando em que medida se pode atrelar experiência literária, representação do espaço e participação artístico-comunitária dentro desse fenômeno cultural ainda em curso.</p> 2018-08-30T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/409 A estética da insurgência do coletivo Anarkofunk: a favela como espaço de luta e de desobediência 2018-10-14T18:02:00+01:00 Luana Loria luanalo2689@gmail.com <p>O coletivo Anarkofunk é um grupo funk do Rio de Janeiro que se apropria da arte como meio de luta e de transformação. Isso se torna visível por meio das práticas artísticas engajadas e politizadas realizadas por esse coletivo que escolheu a periferia como lugar a partir do qual pretende transformar a sociedade por meio da insurgência e da desobediência civil. Através de uma estética anárquica, a periferia urbana vem apresentada, segundo o coletivo Anarkofunk, como o lugar que se coloca e luta contra o Estado e contra suas instituições, contra os modelos hegemônicos (classistas, hierárquicos e opressivos) que a depreciam; como lugar independente e autônomo, em que a rebelião e a revolução podem potencialmente ter ação, rompendo assim com qualquer tipo de diálogo institucional, e em que a violência funciona como instrumento de luta, destruição e regeneração. A análise relativa ao coletivo Anarkofunk será introduzida por uma breve contextualização do estilo musical do funk no contexto carioca.</p> 2018-08-30T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/406 Trazendo as canções de resistência do Brasil a Londres: palavras e música em tradução 2018-10-14T18:02:00+01:00 David Treece david.treece@kcl.ac.uk <p>No contexto da crise brasileira pós-2016, o artigo investiga como um repertório de canções dos anos 1960 e 1970 pode ainda transmitir noções de resistência à repressão e ao autoritarismo através de meio século de história e através da distância cultural e linguística entre Brasil e Londres. Ele examina o potencial da tradução de canções para mediar esse processo, ao refletir brevemente num projeto prático, interativo e de base performativa realizado com públicos londrinos em 2017, intitulado “The São Paulo Tapes: Brazilian Resistance Songs Workshops”. Depois de esboçar uma tipologia temática e estilística para os primeiros anos do regime militar, passa a argumentar que o período de recrudescimento repressivo pós-1968 marcou a mudança da canção de protesto para aquela de resistência, cuja linguagem poético-musical se tornou nitidamente lírica, e que esse traço teria necessariamente que se refletir no trabalho do tradutor.</p> 2018-08-30T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/419 “Yes, nós temos bananas”? Uma análise de estereótipos brasileiros revisitados em eventos culturais e esportivos no Brasil 2018-10-14T18:01:58+01:00 Fernanda Lima Rabelo fernandalr@gmail.com <p>A partir da referência da música de Braguinha, de 1937, esse artigo tem como objetivo realizar uma análise de estereótipos brasileiros reforçados nos séc. XX e XXI, revisitados nas apresentações de grandes eventos na história recente, através da análise de desfiles de escola de samba e aberturas dos eventos internacionais que o Brasil sediou em 2014 e 2016, a Copa do Mundo e as Olimpíadas e Paralimpíadas. A partir da discussão da imagem do Brasil na mídia internacional, e especialmente da valorização de uma imagem nacional mais fortalecida e menos dependente do governo brasileiro, pretende-se ainda entender como que estereótipos do Brasil foram reforçadas ou criticadas pela mídia internacional e organização dos eventos sediados no Brasil, em um movimento ambíguo de reforço e mudança da imagem do país televisionada internacionalmente. Na intenção de trazer uma análise do fortalecimento da imagem brasileira no exterior, busca-se discutir não apenas o papel de estereótipos e clichês na criação de uma imagem internacional do país, mas também a construção de uma nova imagem em narrativas que buscam uma maior valorização da cultura brasileira.</p> 2018-09-10T15:40:26+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/482 Por dentro do caleidoscópio: história e memória político-cultural em Manhã cinzenta, de Olney São Paulo 2018-10-14T18:01:56+01:00 Antonia Cristina de Alencar Pires crisp563@gmail.com Gustavo Tanus gustavotcs@gmail.com Filipe Schettini filipe.schettini@outlook.com <p>Neste tempo presente, não há como dissociar arte e política, que se realizam nos mesmos pontos dos textos: na forma ou no conteúdo, ou em ambos. <em>Manhã cinzenta</em> (1969), média-metragem do cineasta baiano Olney São Paulo, é significativo em relação aos engajamentos artísticos e políticos, sendo um dos mais importantes filmes da resistência contra a ditadura civil-militar de 1964, por realizar uma leitura e interpretação do contexto histórico no momento de seu acontecimento, sendo também uma espécie de metáfora da vida do próprio cineasta, afigurando-se como uma ferida em seu corpo estilhaçado pela tortura. Embasamos nossa leitura e análise nos pressupostos teóricos de Marc Ferro (1971; 1992) e de Robert Rosenstone (2010) de que os filmes e os arquivos fílmicos podem suprir a ausência dos documentos oficiais tradicionais, dos quais a história lança mão para construir seu discurso, sendo, portanto, em sentido derridiano, suplementares para a construção historiográfica, podendo ser fontes para a compreensão de contextos e de acontecimentos históricos.</p> 2018-09-12T19:30:20+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/478 Humor golpista: memes sobre Dilma Rousseff durante o “impeachment” 2018-10-14T18:01:59+01:00 Georg Wink georg.wink@hum.ku.dk <p>Este artigo tem como base um estudo exploratório e preliminar de caso sobre os memes imagéticos de internet que abordaram Dilma Rousseff na ocasião do “impeachment”. O objetivo é compreender a sua função humorística, em recorrência a teorias básicas do humor. Parte-se da hipótese que os memes poderiam ser uma nova expressão popularizada da charge política. No entanto, esta abordagem encontra limites, porque o estado da arte ainda carece de um marco teórico contundente e de uma metodologia tecnicamente viável. A análise de uma amostra de memes, representativa pela sua recepção na mídia de massa, evidencia que o seu humor tem tendência para o escárnio, sugerindo superioridade relativa e estimulando agressões recalcadas. Conclui-se, que o principal alvo da crítica humorística desses memes não é a pessoa política, mas o gênero feminino da presidenta, lançando mão do repertório convencional de estereótipos machistas e misóginos.</p> 2018-09-10T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/481 O manto de aporias: cultura, território e barroco na dinâmica socio-histórica do Estado de Minas Gerais 2018-10-14T18:01:57+01:00 Anelito Pereira de Oliveira anelitodeoliveira@globomail.com <p>Este artigo propõe uma interpretação da relação entre literatura e barroco em Minas Gerais, no período que se estende do século XVIII ao XX, a partir da elucidação do antagonismo evidente entre cultura e território, de que a obra atribuída a Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, diretamente vinculada à produção da cidade, é referência. Trata-se de exploração de base epistemológica, interessada numa teoria do conhecimento barroco, animada pela premissa de que a complexidade constitutiva do “barroco mineiro” deriva de seu estatuto histórico não exclusivamente artístico, de seu vínculo com a dinâmica social, com a questão urbana nas Minas coloniais. Pretende-se contribuir, sobretudo, para a superação de uma narrativa sobre o “barroco mineiro” esteticista, tanto quanto historicista, que o coloca como capital cultural resolvido, não como problema histórico inscrito na dinâmica sociopolítica brasileira, não apenas mineira.</p> 2018-09-12T19:17:19+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/384 O ano da vida e da morte do estoico Ricardo Reis 2018-10-14T18:01:58+01:00 Pedro Nunes Castro pedro.nunesdecastro@gmail.com Rosane Maria Cardoso rosanemc@unisc.br <p>Este artigo segue a esteira de outros estudos que evidenciaram a interação profícua da obra de José Saramago com a filosofia. Fixando-nos em <em>O ano da morte de Ricardo Reis</em> (1984) pretendemos demonstrar que, neste romance, o estoicismo é um componente intertextual determinante. Aprofundamos o já bastante explorado diálogo com Ricardo Reis, trazendo a lume os seus traços estoicos, porquanto preconizamos que o estoicismo do heterônimo de Fernando Pessoa é herdado pelo protagonista do título referido. E para relevar os fios da filosofia estoica neste tecido narrativo, referenciamo-nos em Kristeva (1974) e Mikhail Bakhtin (1981), que asseveram a onipresença da intertextualidade e do dialogismo na linguagem literária. Entendemos que há uma relação dialógica entre o romance de Saramago e a corrente filosófica e que destacá-la renderá novas possibilidades hermenêuticas.</p> 2018-09-10T17:18:08+01:00 ##submission.copyrightStatement##