https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2019-10-16T07:09:54+01:00 Regina Dalcastagnè veredas@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/559 Expediente 2019-09-02T16:30:51+01:00 Administrador Veredas admin@revistaveredas.org <p>VEREDAS<br>Revista de publicação semestral<br>Volume 30 ― jul./dez. 2018</p> 2019-09-02T15:52:19+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/548 Ecos da leitura 2019-10-16T07:09:53+01:00 Patricia Trindade Nakagome patricia.nakagome@gmail.com Ligia Gonçalves Diniz ligiadiniz@gmail.com <p>O eco, como se sabe, é uma reflexão do som que demora um pouco a chegar ao ouvinte após sua emissão. A leitura, de modo semelhante, é o processo que une o texto e seu sentido efetivado em cada pessoa. Em ambos, essa distância entre o verbalizado e o apreendido parece materializar uma mera identidade. Mas há sempre o desconhecido que caracteriza e separa os dois atos: a natureza da emissão, a característica do meio de propagação, a disposição da recepção.</p> 2019-08-28T16:08:16+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/549 O leitor no espaço: jogo e ocupação das cidades 2019-10-16T07:09:54+01:00 Natalia Borges Polesso nbpoless@gmail.com <p>O presente artigo discute a ideia de um leitor espacializado. Para tanto, serão abordadas noções de leitura e de leitor em Jouve (2002), Genette (1972), Jauss (1978) e Iser (1985), bem como as noções de efeito de real, em Barthes (1968) e efeito personagem, em Jouve (1992). O espaço será debatido via geografia literária e geocrítica, especificamente nas teorias de Collot (2011, 2014) e Westphal (2007). Moretti (2003, 2008) também tem um papel fundamental na construção da ideia de leitura. Além disso, há uma discussão sobre o verossímil, em Todorov (1972), Compagnon (1998) e Ricoeur (2000). Para abordar a ideia de experiência leitora espacial nos baseamos em uma abordagem fenomenológica do sujeito leitor através de Merleau-Ponty (1964). Há também uma proposta de jogo literário, implicando o leitor no espaço, desenvolvida em Polesso (2017).</p> 2019-08-28T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/550 Literatura em alto e bom som: experiência e materialidade em leituras literárias coletivas 2019-10-16T07:09:53+01:00 Mei Hua Soares meihuasoares@gmail.com <p>À leitura literária atribui-se comumente aspectos silenciosos, individuais e solitários. Mas outras práticas de leitura de literatura — realizadas histórica e contemporaneamente — fazem parte de nossa cultura, dentre elas, as públicas e em voz alta. Partindo de premissas depreendidas de tese de doutoramento sobre práticas de leitura coletivas e de relatos envolvendo exemplos ocorridos em salas de aula (ensino superior e no médio) e em um grupo teatral, pretende-se tecer reflexões sobre as possibilidades de recepção mobilizadas nesse tipo de leitura.</p> 2019-08-28T16:35:33+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/551 Escrito para a cena barroca: a contextualização histórica na leitura contemporânea de textos dramáticos antigos 2019-10-16T07:09:52+01:00 Carlos Gontijo Rosa carlosgontijo@gmail.com <p>O leitor, a partir do seu próprio imaginário, constrói as cenas que lê num texto dramático. Assim, num contato mais imediato com o texto, o leitor organiza as ações da peça a partir de seu próprio referencial imagético. Em textos contemporâneos, especialmente aqueles que dialogam diretamente com as novas formas da cena, com sua hibridização entre as diferentes formas artísticas, é evocada a necessidade de algum conhecimento desta cena, pois o texto dramático é escrito com vistas a ser posto em cena em sua contemporaneidade. O mesmo acontece com o texto dramático antigo, pois também ele dialoga com as formas de representação vigentes. Tal relação é especialmente importante de ser levada em conta quando se está em contato com textos definitivamente escritos com o objetivo de serem representados. A condição de serem escritos para a cena, por sua vez, não exime o autor de tais textos de um compromisso literário, mas agrega ambos sob sua égide. Quando nós, leitores do século XXI, nos deparamos com textos dramáticos em geral, apresentamos uma tendência a lê-los primeiramente a partir do nosso imaginário do que é teatro hoje. Sabemos que nossa imaginação está impregnada do nosso próprio tempo-espaço e apresenta as mais diversas influências, inconscientemente. Entretanto, no que tange ao tratamento de textos muito antigos ou baseados em preceptivas muito distantes das conhecidas pelo leitor, esta relação assimétrica pode prejudicar a apreciação da obra. Uma leitura empenhada de textos, dramáticos ou não, deve considerar seu contexto de produção, seja histórico-cultural, seja cênico-literário. Esta condição da leitura permitirá que o leitor compreenda os meandros do <em>jogo cênico</em> proposto pelo dramaturgo e complementará o caráter imaginativo do ato de ler. Para efeitos de análise, tomaremos por base as peças mitológicas do dramaturgo português setecentista Antônio José da Silva como objeto para o desenvolvimento da discussão que segue.</p> 2019-08-28T16:46:34+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/552 Adeus, cavalo, de Nuno Ramos: quando o corpo vibra e o texto estremece um ato de leitura 2019-10-16T07:09:52+01:00 Irma Caputo irma.caputo@gmail.com <p>O presente artigo visa acompanhar de forma analítica o processo de um ato de leitura pessoal de uma produção literária brasileira contemporânea, <em>Adeus, cavalo</em> (2017), do escritor e artista plástico Nuno Ramos. Serão definidas as linhas norteadoras que guiarão o presente ato de leitura por meio do questionamento da ideia de paternidade da obra, crítica literária institucionalizada e leitura como interpretação hermenêutica. A uma ideia de linguagem como representação binária será contraposta a ideia de linguagem como forma de vida, visão consequentemente acompanhada por uma de leitura como <em>energheia</em>, força em ação que faz da experiência do corpo leitor a base de significação do texto, também partindo e considerando a natureza performática do texto escolhido.</p> 2019-08-28T16:59:34+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/553 O VisualMaterial de “Cidade-City-Cité” 2019-10-16T07:09:51+01:00 Tiago Santos tiago.santos@uc.pt <p>O poema “Cidade/City/Cité” de Augusto de Campos, publicado em 1963, tem sido alvo de várias recriações, sendo um caso óbvio do pioneirismo, da exploração material e da íntima relação da poesia concreta com os novos meios tecnológicos, nomeadamente as tecnologias de informação e os meios de comunicação de massas, que se conjugam com os meios tradicionais impressos, em espaços não tradicionais para a poesia. É um poema que vive da combinatória de vários radicais com as terminações “cidade”, “city” e “cité”, conjugando as qualidades da vida urbana num poema trilingue que se expande e se modifica nas suas leituras e recriações, actuando além da dimensão literária, libertando a linguagem da sintaxe, aproximando os seus potenciais leitores do poeta Augusto de Campos completando, tal e qual um <em>happening</em>, o poema enquanto forma de arte (CAGE, 1974, p. 15).</p> <p>Numa análise às várias metamorfoses do poema, este artigo propõe-se a analisar os veículos de significação utilizados em cada versão e o modo como estes preservam a natureza combinatória do poema e o seu significado. “Cidade/City/Cité” é um poema em metamorfose, tal como os espaços urbanos, que se vai adaptando aos novos tempos de forma metarreferencial, acompanhando e tirando partido dos meios de cada época, levando a poesia a novas dimensões.</p> 2019-08-28T17:13:39+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/554 Transformações do literário quando a leitura que importa é feita pelos fãs 2019-10-16T07:09:51+01:00 Sayonara Amaral de Oliveira sayo22@terra.com.br <p>O presente artigo aborda o modo pelo qual uma cultura dos fãs produz novas modalidades de produção e de enunciação do saber literário na atualidade, à revelia dos critérios de leitura especializados e legitimados junto ao campo instituído da literatura. A discussão enfoca o universo das <em>fanfictions</em> e suas práticas de leitura na cultura massiva e midiática contemporânea. Considera-se que este universo constitui hoje um campo literário alternativo, criado pelo (e para o) público, com direito a cânones e terminologias próprias.</p> 2019-08-28T17:25:59+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/555 A caracterização dos livros digitais a partir de sua materialidade 2019-10-16T07:09:50+01:00 Thaís Cristina Martino Sehn crisehn@gmail.com Suely Fragoso suelyfragoso@ufrgs.br José Luís Farinatti Aymone aymone@ufrgs.br <p>O objetivo desta pesquisa foi mapear os artefatos que são atualmente denominados “livros digitais”, caracterizando-os a partir do cruzamento dos recursos próprios do meio digital com as principais especificidades dos livros impressos. A metodologia utilizada abrangeu revisão bibliográfica e observação do objeto de estudo. Neste estudo o livro foi percebido como um artefato com propriedades flexíveis, decidindo-se, por isto, propor uma série de princípios que, juntos, possam ser utilizados para caracterizar esse tipo de publicação, independente de ela ser digital ou impressa. Logo, chegou-se a conclusão de que o <em>e-book</em> é um conteúdo digital com as mesmas características de um livro e que pode explorar, além do texto e da imagem, recursos da mídia digital, tais como interatividade, som, vídeo e animação. Através das características predominantes dos artefatos analisados, foram identificados os seguintes tipos de livros digitais: customizável, PDF, digitalizado, multimídia e interativo.</p> 2019-08-28T17:42:31+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/556 A episteme feminina na poesia portuguesa do século XX: Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Teresa Horta e Ana Luísa Amaral 2019-10-16T07:09:54+01:00 Daniel M. Laks daniellaks@yahoo.com Carolina Vieira Filippini Curi carol.filippini@gmail.com <p>A importância feminina na produção literária portuguesa tem se tornado objeto de interesse crescente das mais diferentes áreas. A escrita feminina apresenta nomes de extrema importância espalhados por diversos séculos, desde Soror Violante do Céu, freira do século XVII, até poetas cronologicamente mais próximas, como Irene Ramalho, Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Teresa Horta e Ana Luísa Amaral, entre outras. Apesar do crescente reconhecimento de autoras mulheres, ainda se constata a ausência de um cânone que dê conta das perspectivas epistemológicas e críticas da escrita feminina em Portugal. O objetivo do presente ensaio é discutir aspectos particulares e relacionar a produção poética de três grandes escritoras do século XX português: Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Teresa Horta e Ana Luísa Amaral. As três poetas, além de serem grandes representantes de suas gerações, estão inseridas em ondas feministas diferentes, apresentando assim um panorama das reivindicações feministas durante o século.</p> 2019-08-28T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/557 Entre fragmentações identitárias e estruturais: o romance contemporâneo de Adriana Lisboa 2019-10-16T07:09:49+01:00 Mirian Cardoso da Silva mikardosoo@gmail.com Lúcia Osana Zolin luciazolin@yahoo.com.br <p>Este artigo propõe algumas reflexões sobre o romance contemporâneo, chamando atenção para o fato de o mesmo replicar o contexto pós-moderno em que emerge no modo como representa identidades e elementos estruturais fragmentados. Isso implica dizer que as formas épicas que ilustraram por muito tempo o ato de narrar tiveram que se adequar à instabilidade do tempo, por meio de narradores híbridos, não confiáveis, de onisciência seletiva e/ou relativizada, fluxo de consciência, fragmentação espacial, estrutural e temporal, entre outras características do romance contemporâneo que, não raras vezes, impõe dificuldades às classificações tradicionais. Assim, sob a luz das ponderações de teóricos e pesquisadores como Adorno (2003), Rosenfeld (1973), Bauman (2001), Hall (2011) entre outros, nosso intuito é problematizar essas questões tomando como \textit{corpus} principal de análise os romances <em>Rakushisha</em> (2007) e <em>Hanói</em> (2013), de Adriana Lisboa.</p> 2019-08-28T18:10:46+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/558 “José Matias”: o amor como incomunicabilidade em Eça de Queirós 2019-10-16T07:09:49+01:00 Ana Maria Vasconcelos Martins de Castro anamvmc@gmail.com <p>A ambiguidade levada ao extremo por Eça de Queirós gera um impasse tal em “José Matias” que este se configura como um texto exemplar sobre a incomunicabilidade. Este estudo pretende abordar as diversas formas pelas quais o protagonista é irrecuperavelmente distanciado do leitor, encerrando-se na sua circularidade secreta. Para isso analisaremos como a narrativa lida com termos antagônicos como corpo e espírito, feminino e masculino, discurso amoroso e racional — sempre conferindo-lhes dubiedade.</p> 2019-08-28T18:21:16+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/476 O sexo dos tubarões, de Naná DeLuca, ou uma escrita que faz delirar 2019-10-16T07:09:48+01:00 Leocádia Aparecida Chaves leocadiachaves@gmail.com <p>Analisaremos o romance <em>O sexo dos tubarões</em>, de Naná DeLuca (2017), a partir dos conceitos de literatura menor, desenvolvido pelos teóricos Gilles Deleuze e Félix Guattari (1977), e de literatura como vida/saúde, discutido por Gilles Deleuze (1997). Chaves de leitura que nos parecem apropriadas para analisar uma arquitetura que desterritorializa a língua maior — o português brasileiro, territorializada no padrão cisgênero heteronormativo — para narrar o conto de um trânsito identitário: o de criança para tubarão, animal estigmatizado e monstrificado pelo olhar humano. Trata-se de uma arquitetura narrativa cujo caso individual, aumentado microscopicamente, revela <em>um povo que se agita</em> por meio de um potente alegoria, que aos moldes deleuzianos, se constitui numa potente “máquina de expressão” numa sociedade LGBTfóbica.</p> 2019-08-28T18:33:05+01:00 ##submission.copyrightStatement##