https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2019-08-18T05:48:51+01:00 Regina Dalcastagnè veredas@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/538 Expediente 2019-05-14T02:10:06+01:00 Administrador Veredas admin@revistaveredas.org 2019-05-10T15:51:28+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/532 Ficção como crítica: notas sobre o exercício crítico-teórico no romance brasileiro recente 2019-08-18T05:48:49+01:00 Igor Ximenes Graciano igor.graciano@unilab.edu.br <p>Pretendemos, neste artigo, fazer alguns apontamentos a respeito do exercício da crítica em romances brasileiros recentes com o fim de investigar como se dá o trabalho crítico em um âmbito que, a princípio, não lhe é propício, dado o distanciamento normalmente desejado entre narrador ficcional e autor empírico. Trata-se, portanto, de investigar o duplo caráter dessas narrativas, que são objetos acabados, no sentido estático (e estético) de “obra”, e afirmação de uma assinatura, no sentido dinâmico (e crítico) de peças retóricas imbuídas de marcar ou defender um lugar no atual campo literário brasileiro.</p> 2019-05-09T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/533 Roma pelos olhos de Cecília Meireles 2019-08-18T05:48:48+01:00 Delvanir Lopes lopesdelvanir@bol.com.br <p>Cecília Meireles é poetisa-viajante. Quando voltava da viagem à Índia, fez uma parada de cerca de dois meses na Itália. Nesse curto período, percorreu diferentes regiões, entre elas: Roma, Nápoles, Pompeia, Sorrento, Florença e Milão. Dos lugares em que esteve, Roma parece ter sido o mais especial, tanto que a escritora alimentava sempre o desejo de retornar à “cidade eterna”. Este estudo propõe-se a visitar alguns dos locais em que a viajante esteve e quais as impressões que ela teve e que resultaram, muitos deles, em poemas presentes na obra dedicada à Itália: <em>Poemas italianos</em>.</p> 2019-05-09T16:09:28+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/450 A literatura romântica portuguesa sob o olhar de Álvares de Azevedo e Lopes de Mendonça: diálogos críticos 2019-08-18T05:48:51+01:00 Natália Gonçalves de Souza Santos nataliasantosgs@gmail.com <p>O ensaio “Literatura e civilização em Portugal”, de Álvares de Azevedo, divide a história literária portuguesa em duas fases que já vêm designadas em seu próprio título: a heroica, dedicada a Ferreira e Camões, e a negra, circunscrita a Bocage. Porém, para além do cânone já estabelecido, Azevedo faz um importante comentário, embora panorâmico, sobre aquilo que havia de mais recente no cenário literário português em torno de 1850. E, para isso, recorre aos escritos também recentes de um crítico contemporâneo, Lopes de Mendonça, e seus <em>Ensaios de crítica e literatura</em> (1849), coligidos de uma publicação anterior no periódico <em>A Revolução de Setembro</em>. A leitura feita pelo ensaísta brasileiro sinaliza, em uma geração literária cujo interesse se voltava notadamente para França e Inglaterra, a manutenção dos diálogos entre portugueses e brasileiros, mesmo após a independência política do Brasil e a pretendida ruptura proveniente dela. Assim, este artigo pretende analisar pontos de contato e dissonância entre as posições dos dois autores diante do romantismo português, a partir da leitura que Azevedo faz de Mendonça, cujo pensamento crítico foi marcado por um socialismo exacerbado e pela condenação dos excessos do ultrarromantismo.</p> 2019-05-08T17:53:07+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/475 As “Cartas Chilenas” do jornal Minerva Brasiliense e a murmuração da Corte no Segundo Reinado 2019-08-18T05:48:50+01:00 Socorro de Fátima Pacífico Barbosa socorrofpb@yahoo.com.br <p>&nbsp;Este trabalho é resultado de uma pesquisa – e seus desdobramentos – que teve início em 2007. A pesquisa tem como objeto e fonte primária os jornais e periódicos luso-brasileiros dos séculos XVIII e XIX e se fundamenta teórico-metodologicamente na História Cultural. Esta pesquisa considera que os periódicos não são apenas “arquivos” onde se publicaram os “clássicos” da literatura, mas condição determinante para a criação e a consolidação de alguns gêneros literários, o que implica em tomar este suporte como responsável tanto pela <u>economia interna da linguagem</u>, como pela divulgação e circulação da cultura escrita do 19 (Mckenzie, 2004). &nbsp;&nbsp;Ademais, observa-se, nestes anos de pesquisa desenvolvida diretamente nos periódicos, que aos jornais e aos autores dos séculos XVIII até meados do XIX eram alheias algumas noções que embasaram e fomentaram as compilações e estudos sobre as <em>Cartas Chilenas</em> desde 1863, quando da sua primeira publicação em livro. Nasce aí a pergunta que sempre acompanhou esta sátira: “Quem é o autor”? Trata-se de uma abordagem da literatura e dos escritos literários baseados na individualização da escrita, na originalidade das obras e na canonização do autor, que não suportava a angústia de uma obra não ter um autor que lhe corresponda. Assim, tal qual fez-se e comprovou-se que a <em>Epístola a Critilo</em> não é obra de Tomás Antonio Gonzaga, mas uma publicação satírica publicada no <em>Jornal Científico, Econômico, e Literário, ou Coleção de Várias Peças, Memórias, Relações, Viagens, Poesias, e Anedota</em> (1826), cujo alvo são os desmandos de D. Pedro I (XXXX, 2013), este trabalho demonstrará como a sátira <em>As Cartas Chilenas </em>deve ser compreendido como um escrito de 1845, publicado no periódico <em>Minerva Brasiliense</em>, cuja temática corresponde à murmuração do corpo imperial, sobretudo aquele que se desenvolvia como atos discursivos nos jornais e periódicos de 1845 contra algumas decisões de D. Pedro II desde sua ascensão ao trono, através do Golpe da Maioridade ao perdão aos participantes da Revolução Farroupilha</p> 2019-05-08T19:01:35+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/483 Luto e escrita no diário de Walmir Ayala 2019-08-18T05:48:50+01:00 Daniele Ribeiro Fortuna drfortuna@hotmail.com <p>Este artigo analisa os três volumes do diário do escritor Walmir Ayala — escritos no final dos anos 1950 e publicados nas décadas de 1960 e 1970 —, principalmente no que diz respeito à sua relação com a morte. Com uma vasta obra, atualmente pouco conhecida do grande público, Ayala lançou diversos livros, entre romances, contos, coletâneas de poesia e peças de teatro. Sua escrita é marcada por um intenso interesse pela morte. Tal interesse parece ter relação com a perda de sua mãe, que morreu quando ele tinha apenas quatro anos. Em seus escritos, o próprio escritor revela que a perda de sua mãe teve uma importância crucial na sua trajetória. Esta perda é evidente em vários trechos de seu diário. Organizado em trechos fragmentados — como é comum nesse tipo de obra —, o diário apresenta inúmeros trechos nos quais o autor trata de solidão e luto. Antes de analisar o diário, porém, apresentamos um breve resumo da vida do escritor. Em seguida, abordamos a questão da morte, explicitando como a sociedade lida com ela atualmente. Posteriormente, refletimos sobre o caráter abjeto da morte. Por fim, tratamos do diário de Walmir Ayala. Dividido em três volumes, que somam quase quatrocentas páginas, a obra revela o estreito vínculo do escritor com a morte. Como referencial teórico, são utilizadas, principalmente, as obras de Ariès (2013), Kristeva (1982) e Rodrigues (1983).</p> 2019-05-08T19:39:44+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/472 Em nome do pai: ventriloquismo e subalternidade em Até que as pedras se tornem mais leves que a água, de António Lobo Antunes 2019-08-18T05:48:50+01:00 Paulo Ricardo Kralik Angelini paulokralik@gmail.com <p>A guerra é um tema recorrente na obra de António Lobo Antunes, especialmente em boa parte de seus primeiros romances. Com <em>Até que as pedras se tornem mais </em><em>leves que a água</em>, seu mais recente trabalho, o autor revisita a África ao trazer dois sobreviventes (ou serão duas vítimas?) de uma guerra. O enevoado da narrativa recupera, predominantemente a partir de dois pontos de vista, mais do que o combate em Angola, os conflitos de um soldado e um menino arrancado de África. Pai e filho compõem uma simbiose dissonante, porque carregada de vínculos opostamente construídos. A estrutura narrativa obedece a um jogo de poder, e entre vozes, incorporações de vozes outras e amordaçamentos, sintetiza um mundo diegético no qual esse filho que sempre falou como o pai pretende, por fim, negar seu patrimônio e silenciá-lo. Para a articulação teórica, utilizo autores como Gérard Genette, Brian Richardson, Gayatri Spivak, Roberto Vecchi, Margarida Calafate Ribeiro, entre outros.</p> 2019-05-08T19:55:44+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/534 De Suze a Suzy: as cocottes de António Patrício e Manoel de Oliveira 2019-08-18T05:48:49+01:00 Paulo Alexandre Cardoso Pereira ppereira@ua.pt <p>Integrado na coletânea <em>Serão inquieto</em> (1910), de António Patrício, o conto “Suze” tem sido unanimemente considerado como uma obra-prima do género. Neste artigo, são, num primeiro momento, examinadas as estratégias de composição do retrato da cocotte, protagonista do conto, correlacionando-as com a mitologia contrapolar do feminino que a literatura finissecular ajudou a difundir. De seguida, propõe-se o confronto da narrativa de Patrício com a sua adaptação cinematográfica por Manoel de Oliveira que, no filme <em>Inquietude</em> (1998), o converte numa das histórias de um tríptico narrativo. Apesar do que manifestamente as afasta, nas cocottes de Patrício e de Oliveira torna-se ostensiva uma idêntica pulsão de autoencenação que se traduz numa contaminação dramática tanto do conto, como do filme.</p> 2019-05-09T00:00:00+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/535 O léxico da cultura açucareira na construção do mundo atlântico: Madeira, Canárias, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Brasil, Venezuela e Colômbia 2019-08-18T05:48:48+01:00 Naidea Nunes Nunes naidean@staff.uma.pt <p>A ilha da Madeira desempenhou um importante papel no desenvolvimento da produção açucareira, transplantada do Mediterrâneo para o Atlântico, e na transmissão desta cultura às ilhas atlânticas das Canárias, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e ao Brasil. As Canárias também contribuíram para a expansão desta atividade ao outro lado do Atlântico, nomeadamente às Antilhas espanholas, à Venezuela e à Colômbia. O açúcar foi um dos primeiros produtos globais no comércio atlântico, promovendo trocas linguísticas e culturais entre as várias áreas açucareiras, sobretudo nas ilhas atlânticas e no novo mundo latino-americano. Por isso, hoje, temos uma terminologia açucareira comum aos dois lados do Atlântico, que importa conhecer, valorizar e salvaguardar.</p> 2019-05-09T16:35:55+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/448 Representações de violência contra a mulher nos contos “Os negros olhos de Vivalma”, de Mia Couto, e “A cabeleireira”, de Inês Pedrosa 2019-08-18T05:48:47+01:00 Aline Teixeira da Silva Lima alinetslima@hotmail.com <p>O objetivo deste artigo é problematizar a representação da violência contra a mulher na literatura contemporânea, por meio da análise dos contos “Os negros olhos de Vivalma”, do escritor moçambicano Mia Couto, e “A cabeleireira”, da escritora portuguesa Inês Pedrosa. Pretende-se comparar, sob o viés dos estudos de gênero, tanto na autoria feminina quanto masculina, a representação da “mulher agredida” e o posicionamento das mesmas diante das situações de violência doméstica nas narrativas em questão.</p> 2019-05-09T16:45:42+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/410 Poder e submissão em “Com açúcar, com afeto” e “Mulheres de Atenas” 2019-08-18T05:48:47+01:00 Tatiane Kaspari tatianekaspari@gmail.com Juracy Assmann Saraiva juracy@feevale.br <p>As condutas sociais da atualidade estão permeadas por relações de poder, cujas raízes se estendem no tempo. Frente a essa realidade, a ficção surge como “ato transgressor” (Iser, 1999), que pode estimular reconfigurações de papéis sociais. Sob essa perspectiva, o presente artigo analisa o processo estético de estruturação das canções “Mulheres de Atenas” e “Com açúcar, com afeto”, de Chico Buarque, congregando-o à compreensão do momento da recepção do texto e do horizonte histórico de sua produção. O estudo — que considera, em especial, os pressupostos da Estética da Recepção (Jauss, 1983) — aponta que, em sua urdidura, as composições de Chico preveem um leitor ativo, atento aos não ditos (Eco, 1986) e às referências contextuais (Cortina, 2000) e, portanto, capaz de apreender a crítica sociocultural que emerge dos interstícios da enunciação lírica. Assim, transposta a camada superficial, os textos configuram-se como uma provocação séria e profunda à análise das condutas femininas e masculinas, tanto da sociedade brasileira da época de sua produção, quanto do período contemporâneo.</p> 2019-05-10T08:49:32+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/536 De couro e de plástico: relatos de um outro sertão 2019-08-18T05:48:46+01:00 Analice de Oliveira Martins analice.martins@terra.com.br <p>Este artigo pretende demonstrar como a obra do escritor Ronaldo Correia de Brito tem colocado insistentemente em xeque as delicadas fronteiras entre sertão e cidade; localismo e cosmopolitismo; fixidez e mobilidade; tradição e modernidade. Nos contos de “Faca”, “Livro dos homens” e “Retratos imorais” ou no romance <em>Galileia</em>, os discursos sobre o sertão nordestino, ambiente privilegiado da ficção do autor, são tensionados ao limite, apontando quase sempre para temporalidades que ora se antagonizam, ora se superpõem. A análise desses confrontos se baseia, em especial, em questionamentos conceituais apontados por Antonio Candido (1987), Ligia Chiappini (1995) e Durval Muniz de Albuquerque Júnior (2011) acerca das representações do sertão na prosa brasileira.</p> 2019-05-10T09:00:37+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/537 Ficção versus realidade: o não dito e o não visto em Branco sai, preto fica 2019-08-18T05:48:46+01:00 Anderson de Figueiredo Matias profandersonm@gmail.com <p>Este artigo analisa de que maneira o filme <em>Branco sai, preto fica</em> (2015), do diretor ceilandense Adirley Queirós, utiliza procedimentos narrativos e audiovisuais para estabelecer uma relação crítica com a realidade, afirmando uma dimensão política capaz de contar fatos ignorados pela história, contribuindo para romper estruturas de poder que mantêm silenciado o subalterno e apresentando novas perspectivas na representação dos habitantes e do espaço da periferia. Para tanto, será utilizado o conceito de ética hacker, formulado por Mckenzie Wark, em <em>A hacker manifesto</em> (2004) e as reflexões apresentadas por André Gaudreault e François Jost em <em>A narrativa cinematográfica</em> (2009) e por Ella Shohat e Robert Stam, em <em>Crítica da imagem eurocêntrica</em> (2006).</p> 2019-05-10T12:40:23+01:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/399 Has the game changed? Twenty years of Ferréz and Literatura Marginal 2019-08-18T05:48:45+01:00 Marissel Hernández-Romero mhernandezromero@middlebury.edu <p>The article analyzes the trajectory of Ferréz in the context of the Marginal Literature movement twenty years after its first publication, from the collection of poems <em>Fortaleza da desilusão</em> (1997) to his last novel <em>Deus foi almoçar</em> (2012). This manuscript is a dialogue with the critique produced in the twenty years since Ferréz’s appearance. This paper seeks to assess the impact of Ferréz on contemporary Brazilian literary production. The article presents a critical discussion for the comprehension of the Brazilian literary and cultural field in contemporary times. Special attention will be given to the character of Calixto, the protagonist of the novel <em>Deus foi almoçar</em>, as his characterization represents another form of marginality which suggests a continuation of Ferréz’s marginal features.</p> 2019-05-10T15:26:11+01:00 ##submission.copyrightStatement##