Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas https://revistaveredas.org/index.php/ver <h2>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa.&nbsp;</p> </div> </div> Associação Internacional de Lusitanistas — AIL pt-BR Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2183-816X Expediente https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/461 Admin Veredas ##submission.copyrightStatement## 2018-05-23 2018-05-23 26 1 4 A batalha antológica: resgate, inclusão e (re)fundação da tradição literária nas contra-antologias femininas de fins do século XX https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/452 <p>Desde o século XIX, o gênero antológico desempenha um papel fundamental na fixação e na transmissão da tradição literária brasileira. Constantemente instrumentalizado pelos discursos dominantes, participou do processo de marginalização das mulheres de letras no país. A partir dos anos 1980, na esteira da desconstrução, a crítica feminista, por sua vez, serviu-se das chamadas contra-antologias para o resgate dos textos de autoria feminina apagados. A análise de <em>Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</em>, ilustra esse processo e aponta para o fato de que a escolha do gênero como campo de batalha para a revisão da história literária operou, ao mesmo tempo, um alargamento dos limites da história cultural vigente e uma desconstrução da própria forma antológica.</p> Paula Candido Zambelli ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-22 2018-05-22 26 5 15 10.24261/2183-816x0126 A mátria de Natália Correia: uma utopia libertária https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/365 <p>Natália Correia, escritora portuguesa de origem açoriana, tem sua trajetória marcada pelo engajamento. Sua produção literária permeia as turbulentas décadas do Estado Novo em Portugal, assim como os primeiros anos do país após a Revolução dos Cravos. Tendo obtido notoriedade principalmente como poeta e deputada, encontra-se diluído em sua obra o conceito de mátria, que, de forma muito particular, Natália elaborou e advogou em favor. Far-se-á neste artigo um breve enfoque da mátria de Natália Correia,&nbsp; concebendo-a sob quatro perspectivas: da açorianidade; do erotismo; do feminismo; da simbologia do conceito, a partir da imagem da rosa, espécie de alegoria da mátria.</p> Josyane Malta Nascimento ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-22 2018-05-22 26 16 35 10.24261/2183-816x0226 A morte em gerúndio: ciclicidade transcendente em Teolinda Gersão e Pepetela https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/361 <p>Este ensaio parte dos romances <em>A Árvore das Palavras</em> e <em>Mayombe</em> para tentar estabelecer uma lógica causal, circular e cíclica de entendimento da violência, enquanto via de construção literária e cultural. Articula, a partir daí, conceções literárias e antropológicas para esboçar uma ideia de morte que não se esgota na sua leitura imanente, favorecendo antes uma visão mais ampla das suas potencialidades transformativas.</p> Patrícia Infante da Câmara ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-22 2018-05-22 26 36 47 10.24261/2183-816x0326 A máquina do mundo de Paulo José Miranda: a vertigem tanatológica de seus mecanismos https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/453 <p>A errância, o exílio e a precariedade das maneiras coletivas de viver na contemporaneidade são os elementos que a narrativa <em>A máquina do mundo</em>, do escritor Paulo José Miranda, encontra para tratar de temas como a violência e o autoritarismo. A atmosfera irreal e a vertigem das tramas dos jogos eletrônicos de ação presentes na obra constituem, desde o paradoxo e a paródia, um exercício tanatológico e um uso possível dos códigos das narrativas fílmicas de massa para criar uma versão cultural que disputa os significados do presente. O intenso apagamento das fronteiras do gênero que observamos no romance, da reflexão filosófica ao melodrama, do enredo detetivesco ao grotesco, coloca em suspense as normas discursivas literárias e possibilitam a apreensão desconcertante e singular das formas de destruição da vida e da memória nos tempos recentes.</p> Paulo César Thomaz ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 48 59 10.24261/2183-816x0426 O fluxo da consciência em Elói, de João Gaspar Simões https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/463 <p>Este trabalho tem como principal objetivo fazer uma leitura da obra <em>Elói ou romance numa </em><em>cabeça</em> de João Gaspar Simões, por meio da qual se observa a influência da técnica de escrita literária modernista denominada fluxo da consciência. Auxiliados pelos estudos feitos por Robert Humphrey, podemos identificar essa técnica empregada em alguns trechos da obra e, ao final, justificar seu emprego nas passagens narrativas em que se encontram, uma vez que se prestam a expressar o tempo psicológico do protagonista.</p> Valda Suely da Silva Verri ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-24 2018-05-24 26 60–78 60–78 10.24261/2183-816x0526 Um romance sobre o tempo: Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?, de António Lobo Antunes https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/455 <p>Este artigo analisa a singular configuração do tempo no romance <em>Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?</em> (2009), do escritor português António Lobo Antunes, com base, sobretudo, na teoria de Paul Ricoeur, e procura compreender a natureza da experiência temporal manifestada no discurso memorialístico das personagens narradoras.</p> Camila Stefanello Raquel Trentin Oliveira ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 79 95 10.24261/2183-816x0626 A tensão dialética entre o eu e o outro em Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/456 <p>A representação da identidade das personagens do romance <em>Eu hei-de amar uma pedra</em>, de António Lobo Antunes, mostra a instabilidade de indivíduos que não se fixam em uma imagem segura a respeito de si próprios e dos outros com os quais interagem na cena ficcional. A problematização apresentada por Paul Ricoeur em <em>O si-mesmo como um outro</em> (<em>Soi-même comme un autre</em>), relativa aos conceitos de <em>mesmidade</em> (<em>mêmetè</em>), que remete aos aspectos identitários mais estáveis do eu e sua relação com a permanência no tempo, e a <em>ipseidade</em> (<em>ipséité</em>), que abrange a condição mutável do ser, de modo que permaneça o “mesmo” sendo o “outro”, auxilia a compreender os mecanismos que&nbsp; engendram a elaboração psíquica dos sujeitos projetados no texto. Nosso propósito é examinar as múltiplas e contraditórias formas de representações identitárias das personagens apresentadas no romance, cujos conflitos interiores auxiliam o desenvolvimento de uma contundente reflexão sobre a alteridade do ser diante da criação ficcional.</p> Tatiana Prevedello ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 96 117 10.24261/2183-816x0726 Trauma, memória e latência em Diário da queda, de Michel Laub https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/382 <p>O romance <em>Diário da queda</em>, de Michel Laub, coloca em pauta a memória da Shoah, narrando as ressonâncias do trauma em três gerações de uma mesma família. Os procedimentos narrativos mobilizados para a construção das memórias — narrador em primeira pessoa que narra as suas próprias memórias, cravejadas pelas memórias de outrem; movimento espiralar que embaralha passado, presente e porvir, sem definição clara das origens das diferentes dores tematizadas pelo enredo — permitem que se entreveja a maneira como as marcas do passado, estendidas ao presente por meio da escrita, são inescapáveis, embora, paradoxalmente, a própria escrita seja usada com o objetivo de expurgar o passado.</p> Rejane Cristina Rocha ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 118–134 118–134 10.24261/2183-816x0826 A intimidade das pessoas idosas no documentário Olhos de Ressaca, de Petra Costa https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/458 <p>Este artigo analisa como a curta-metragem <em>Olhos de ressaca</em> (2009), da cineasta brasileira Petra Costa, frisa um tópico frequentemente esquecido e muitas vezes tabu: a intimidade na terceira idade. Em termos temáticos e estéticos, o documentário de Costa sonda a intimidade de dois indivíduos na casa dos 80 anos e casados há décadas. O filme incorpora a gama completa desse período da vida mais abertamente do que tem sido habitual no cinema. A abordagem atenta e imaginativa de Costa com o tema se desenvolve nas tomadas da pele, na incorporação de memórias e na forma em que a intimidade do casal muda ao longo do tempo.</p> Sophia Beal ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 145–154 145–154 10.24261/2183-816x1026 Me segura qu’eu vou dar um troço, de Waly Salomão: a abertura da linguagem https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/457 <p>Em 1972, o poeta Waly Salomão publicou o livro <em>Me segura qu’eu vou dar um troço</em>, no qual a dimensão visual é muito relevante, na medida em que tanto a disposição tipográfica como a presença de fotografias dão ao texto um caráter que excede sua natureza literária, para funcionar também como um livro–imagem. Este trabalho reflete sobre as diferentes modulações da imagem que estão presentes em <em>Me segura qu’eu vou dar um troço</em>, a partir da problematização das condicões de enunciação, a montagem como procedimento e a incorporação de novos discursos e linguagens, que permitem novos “modos de dizer”.</p> Adriana Kogan ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 135–144 135–144 10.24261/2183-816x0926 Margarida Calafate Ribeiro e Silvio Renato Jorge (Org.) — Literaturas insulares: leituras e escritas de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/459 <p>Resenha do livro <em>Literaturas insulares: leituras e escritas de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe</em>, de Margarida Calafate Ribeiro e Silvio Renato Jorge (Org.)</p> Maria da Graça Gomes de Pina ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 155–165 155–165 10.24261/2183-816x1126 Martha Batalha — A vida invisível de Eurídice Gusmão https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/336 <p>Resenha do livro&nbsp;<em>A vida invisível de Eurídice Gusmão</em>, de Martha Batalha</p> Paula Queiroz Dutra ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 166–170 166–170 10.24261/2183-816x1226 Henrique Freitas — O arco e a arkhé: ensaios sobre literatura e cultura https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/335 <p>Resenha do livro <em>O arco e a arkhé: ensaios sobre literatura e cultura</em>, de Henrique Freitas.</p> Igor Ximenes Graciano ##submission.copyrightStatement## https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt 2018-05-23 2018-05-23 26 171–175 171–175 10.24261/2183-816x1326