Da concordância entre o velho e o novo: ler a tradição em Uma viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares
Capa Veredas 36
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Palabras clave

literatura portuguesa contemporânea
pós-modernismo
intertextualidade
tradição literária
Gonçalo M. Tavares
Luís de Camões

Cómo citar

DE ALMEIDA, C. N. Da concordância entre o velho e o novo: ler a tradição em Uma viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 36, p. 53–62, 2022. DOI: 10.24261/2183-816x0436. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/812. Acesso em: 2 may. 2026.

Resumen

Em Uma Viagem à Índia (2010), Gonçalo M. Tavares propõe-nos um exercício de revisão e desconstrução do cânone literário. Tomando por modelo Os Lusíadas de Luís de Camões, esta obra vem apelar à revisitação da mitologia cultural e literária -- não só portuguesa, mas ocidental — através de um conjunto de textos do nosso imaginário de leitores. O intuito deste artigo é apresentar uma análise do texto de Gonçalo M. Tavares, para mostrar como na sua obra a tradição é virada do avesso, instigando à releitura, graças à interação dialética que o presente mantém com o passado. Procurarei demonstrar que a compreensão de Uma viagem à Índia depende necessariamente da verificação de certos procedimentos que caracterizam as relações ``entre textos''. O objetivo é, pois, refletirmos acerca do trabalho de transformação e de assimilação realizado em torno desse texto centralizador, Os Lusíadas, tendo em conta os quinhentos anos que nos separam dele.

https://doi.org/10.24261/2183-816x0436
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