Retrato sem parede: o Bom Crioulo, de Adolfo Caminha
Veredas n.º 24
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Palavras-chave

classe
raça
homossexualidade
século 19
Adolfo Caminha

Como Citar

DALCASTAGNÈ, R. Retrato sem parede: o Bom Crioulo, de Adolfo Caminha. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 24, p. 147–159, 2017. DOI: 10.24261/2183-816x2409. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/359. Acesso em: 15 jan. 2025.

Resumo

O artigo pretende discutir a importância da releitura do romance Bom Crioulo, de Adolfo Caminha, no contexto atual. Lançado em 1895, para escândalo da sociedade da época, ele continua, de algum modo, sendo uma perturbação no cenário cultural brasileiro. Reivindicado como o primeiro romance nacional a trazer a público um protagonista gay, Bom Crioulo chama atenção ainda para uma série de outras ausências em nossa literatura — não apenas a do século XIX, mas também a de hoje, que, de um modo geral, não dá guarida para personagens como Amaro.

https://doi.org/10.24261/2183-816x2409
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Referências

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