Abstract
In this article, we will discuss the connections between memory, otherness, and identity based on a study of José Cardoso Pires’s work De profundis, valsa lenta (1998), which was inspired by the Portuguese writer’s personal experience of temporarily losing his memory due to a stroke in 1995, a loss he referred to as white death. Through descriptive and exploratory analysis of the work, we will show how these relationships occur in the text, which reveals itself as a powerful literary description of the absence and presence of memory and, above all, its loss. The article also serves as a tribute to the writer, as October 2025 marked the centenary of his birth.
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