Abstract
The novel The Tuner of Silences (2009), by Mozambican author Mia Couto, narrates the displacement of the narrator Mwanito’s family from Maputo to Jesusalém during the civil war. In a place constructed by the patriarch’s imagination as a new nation, Mwanito and Ntunzi build a sense of belonging (Flusser, 2007) fractured in this exile (Can, 2020). This paper sought to demonstrate that, despite the geographical return undertaken at the end of the novel, memory (Gagnebin, 2006; Pollak, 1989; Sarlo, 2007) acts as a crucial factor in relativizing the fullness of such return.
References
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