Resumen
Marcelino Freire, notable cuentista de la generación contemporánea de la literatura brasileña, construye un universo de ficción muy particular en el que los personajes —procedentes principalmente de los sectores marginados de la sociedad brasileña— ponen sus voces en la escena para demostrar nuestros males sociales. Esto se manifiesta de una manera muy especial en lo que respecta a la hipocresía del discurso sobre la universalidad de los derechos prescritos por la ley en una sociedad tan marcadamente desigual como la nuestra. La ironía es una importante estrategia discursiva del autor en esta tarea, y la violencia parece ser uno de los pocos recursos disponibles para que las voces invocadas por Marcelino invadan el espacio público, al cual nunca serían invitadas. Estes son los temas fundamentales tratados en este trabajo: en estos tiempos en los que el espacio público se retrae, el interés común se ve suplantado por los intereses privados, e incluso, los derechos que no han sido efectivamente garantizados son revocados como privilegios.
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