A tensão dialética entre o eu e o outro em Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes
Veredas 26
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Palavras-chave

António Lobo Antunes
Paul Ricoeur
identidade
ipseidade
mesmidade

Como Citar

PREVEDELLO, T. A tensão dialética entre o eu e o outro em Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 26, p. 96–117, 2018. DOI: 10.24261/2183-816x0726. Disponível em: https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/456. Acesso em: 23 fev. 2024.

Resumo

A representação da identidade das personagens do romance Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes, mostra a instabilidade de indivíduos que não se fixam em uma imagem segura a respeito de si próprios e dos outros com os quais interagem na cena ficcional. A problematização apresentada por Paul Ricoeur em O si-mesmo como um outro (Soi-même comme un autre), relativa aos conceitos de mesmidade (mêmetè), que remete aos aspectos identitários mais estáveis do eu e sua relação com a permanência no tempo, e a ipseidade (ipséité), que abrange a condição mutável do ser, de modo que permaneça o "mesmo" sendo o "outro", auxilia a compreender os mecanismos que  engendram a elaboração psíquica dos sujeitos projetados no texto. Nosso propósito é examinar as múltiplas e contraditórias formas de representações identitárias das personagens apresentadas no romance, cujos conflitos interiores auxiliam o desenvolvimento de uma contundente reflexão sobre a alteridade do ser diante da criação ficcional.

https://doi.org/10.24261/2183-816x0726
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Referências

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